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Brasília - Enquanto a Federação
Nacional dos Jornalistas (Fenaj) classificou como "inócua" a
decisão do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação de artigos da
Lei de Imprensa, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) elogiou a medida.
“A liminar
corresponde a um arejamento das relações do poder e da
sociedade com os meios de comunicação. Ela apresenta um
avanço no esforço da construção do Estado
democrático de direito”, afirmou o presidente da ABI,
Maurício Azêdo.
O dirigente destacou ainda que a liminar abre a
possibilidade da substituição de penas privativas de
liberdade por penas de outra natureza, “que não privem o
jornalista do direito de respirar e ver a luz do dia”.
A existência de
uma lei especifica para delitos de imprensa é, segundo Azêdo,
objeto de discussão há décadas entre juristas,
legisladores e profissionais do setor. Para ele, a questão
ainda demanda um debate aprofundado sobre abusos no uso da liberdade
de manifestação do pensamento.
Por isso, Azêdo elogiou um
pré-projeto do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), autor da ação
que resultou na liminar concedida no STF. “Ele [o pré-projeto]
regula o direito de resposta de forma minuciosa, para a proteção
dos cidadãos comuns e dos direitos dos jornalistas e dos
veículos”, ressaltou. Em sua decisão,
o ministro Ayres Britto excluiu a aplicação dos
artigos 20, 21 e 22 da Lei de Imprensa, que tratam dos crimes de
injúria, calúnia e difamação, contra
jornalistas no exercício da profissão ou contra empresa
de comunicação.
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