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Manaus - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, garantiu hoje (22) total apoio à Superintendência Regional do Trabalho (SRT) do
Amazonas, que deflagrou um processo administrativo interno
para acabar com irregularidades na emissão de carteiras para pescadores artesanais do estado. Muitos dos portadores de carteiras emitidas irregularmente podem ter sido beneficiados com o
pagamento do seguro-defeso.
Desde o início de janeiro, quando a superintendência começou a checar as carteiras emitidas no estado, foram canceladas mais de 200
que estavam irregulares. Segundo a assessoria da SRT, informações sobre os falsários estão sendo
encaminhadas à Policia
Federal e ao Ministério Público para instauração de inquérito e
posterior julgamento dos culpados.
"Os
infratores não são a maioria", afirmou o ministro Carlos Lupi, ao visitar a superintendência, em Manaus. Ele disse que
determinou o combate a esse tipo de irregularidade em todas as
superintendências. "Sabemos que a grande maioria dos
beneficiários do seguro-defeso são trabalhadores honestos e têm direito
a receber esse dinheiro."
De acordo com o superintendente
regional, Dermilson Chagas, as carteiras estão sendo conferidas por causa de diversas denúncias de irregularidades recebidas pela superintendência. "As denúncias têm origens
diversas, mas todas levaram à descoberta de pessoas que não são
pescadores e estavam recebendo o beneficio. E algumas delas ainda tinham outra atividade profissional remunerada", disse Chagas.
Para
ter acesso às quatro parcelas do seguro-defeso, concedidas a cada 30
dias e no valor de R$ 380 cada uma, o pescador deve comprovar que está
inscrito na Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca há pelo menos um
ano, apresentar o atestado da colônia de pescadores artesanais
confirmando o exercício da atividade, carteira de identidade ou de
trabalho, comprovante de pagamento das contribuições previdenciárias e
do número de inscrição como segurado especial.
O seguro
para pescadores artesanais é pago pela Caixa Econômica Federal como
forma de suprir as dificuldades financeiras desses profissionais no período do defeso, de 15 de novembro a 15 de março, previsto pelo Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para
proteção dos peixes na época da reprodução.
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