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Brasília - A convite do presidente
da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio
Meira, 50 guerreiros da etnia Ikpeng, do Parque Nacional do Xingu, no
nordeste de Mato Grosso, devem chegar a Brasília amanhã
para negociar a libertação dos 12 reféns que
estão em poder dos indígenas desde quarta-feira (20).
De acordo com a Funai,
os Ikpeng vão se deslocar de avião de Paranatinga, onde
vivem, até o município vizinho de Canarana, em 12
grupos, de onde partem para a capital em três ônibus
fretados. Cada grupo terá a guarda de um dos reféns.
A reunião entre
os indígenas e o presidente da Funai está prevista para
este sábado (24).
Os indígenas do
Xingu fizeram reféns oito pesquisadores a serviço da
Paranatinga Energia, que faziam o levantamento de impacto ambiental
da área para a construção de uma pequena central
hidrelétrica, e quatro agentes da Funai, que também são
indígenas. Todos ficaram no posto
Pavurú . Entre
os reféns está o próprio administrador regional
da Funai, Tamalui Meinako.
O convite de Márcio
Meira é uma contra-proposta da Funai às lideranças
do Xingu, que nesta quinta-feira (22) enviaram um comunicado ao
Instituto Sócio Ambiental (ISA), exigindo a presença do
presidente da Funai e do presidente da Paranatinga Energia na aldeia
como condição para libertar os 12 reféns.
O motivo alegado pelos
indígenas para a prisão dos 12 reféns é o
descontentamento com os possíveis impactos ambientais causados
pelas obras de uma pequena central hidrelétrica na região,
que está sendo construída junto ao rio Culuene,
afluente do rio Xingu.
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