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22 de Fevereiro de 2008 - 20h36 - Última modificação em 22 de Fevereiro de 2008 - 20h36


Índios do Xingu negociam com presidente da Funai libertação de 12 reféns

Leandro Martins
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

 
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Brasília - A convite do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, 50 guerreiros da etnia Ikpeng, do Parque Nacional do Xingu, no nordeste de Mato Grosso, devem chegar a Brasília amanhã para negociar a libertação dos 12 reféns que estão em poder dos indígenas desde quarta-feira (20).

De acordo com a Funai, os Ikpeng vão se deslocar de avião de Paranatinga, onde vivem, até o município vizinho de Canarana, em 12 grupos, de onde partem para a capital em três ônibus fretados. Cada grupo terá a guarda de um dos reféns.

A reunião entre os indígenas e o presidente da Funai está prevista para este sábado (24).

Os indígenas do Xingu fizeram reféns oito pesquisadores a serviço da Paranatinga Energia, que faziam o levantamento de impacto ambiental da área para a construção de uma pequena central hidrelétrica, e quatro agentes da Funai, que também são indígenas. Todos ficaram no posto

Pavurú . Entre os reféns está o próprio administrador regional da Funai, Tamalui Meinako.

O convite de Márcio Meira é uma contra-proposta da Funai às lideranças do Xingu, que nesta quinta-feira (22) enviaram um comunicado ao Instituto Sócio Ambiental (ISA), exigindo a presença do presidente da Funai e do presidente da Paranatinga Energia na aldeia como condição para libertar os 12 reféns.

O motivo alegado pelos indígenas para a prisão dos 12 reféns é o descontentamento com os possíveis impactos ambientais causados pelas obras de uma pequena central hidrelétrica na região, que está sendo construída junto ao rio Culuene, afluente do rio Xingu.




 


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