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24 de Fevereiro de 2008 - 19h19 - Última modificação em 24 de Fevereiro de 2008 - 23h04


Moradores de áreas atendidas desconhecem objetivos do programa federal

Alex Rodrigues
Enviado especial

 
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Wilson Dias/Abr
Brazlândia (DF) - Agostinho Reis, morador de assentamento da reforma agrária, fala à imprensa.
Brazlândia (DF) - Agostinho Reis, morador de assentamento da reforma agrária, fala à imprensa.
Brazlândia (DF) e Padre Bernardo (GO) - “Pra que serve este projeto?”, pergunta a monitora Hilda Nascimento sobre o programa Territórios da Cidadania, do governo federal, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai lançar amanhã (25).

Hilda vive em Padre Bernardo (GO), município localizado a 110 quilômetros de Brasília e que faz parte das cidades que o governo pretende atender com o programa. A localidade de 25 mil habitantes, cujas principais atividades econômicas são a pecuária e a agricultura, consta do chamado Território Águas Emendadas, junto a outros dez municípios do Distrito Federal, de Goiás e Minas Gerais. Ao todo, o governo espera levar o programa a 958 cidades de 60 territórios somente este ano.

Outro que ficou surpreso ao saber da iniciativa do governo foi Agostinho Reis, morador do assentamento Gabriela Monteiro, já em Brazlândia, no Distrito Federal. De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o assentamento também será um dos atendidos com as ações. Segundo Reis, técnicos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) já haviam agendado uma visita ao local, mas ele não sabia do que se tratava. “Agora a gente está esperando uma reunião com o pessoal do ministério para falar um pouco sobre esta questão”.

No assentamento vivem atualmente 21 famílias. Cada uma ocupa um lote de cinco hectares, onde plantam feijão, milho e, em alguns casos, mandioca. Além disso, a comunidade cria, coletivamente, porcos e galinhas. Também recebem cestas básicas e têm turmas do Programa de Erradicação do Analfabetismo.

As casas de compensado e teto de zinco não têm energia elétrica ou água e esgoto encanado. E, recentemente, uma forte chuva destelhou o galpão utilizado como sala de aula e sede do telecentro, instalado com recursos do Ministério da Cultura. “A prioridade seria o saneamento básico e a questão da energia elétrica. Seria muito bom que o programa Luz para Todos chegasse ao assentamento, porque as pessoas estão aqui sem energia”, afirmou Reis.


 


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