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Wilson Dias/Abr
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Brazlândia (DF) - Agostinho Reis, morador de assentamento da reforma agrária, fala à imprensa.
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Brazlândia (DF) e Padre Bernardo (GO) - “Pra que serve este projeto?”,
pergunta a monitora Hilda Nascimento sobre o programa Territórios
da Cidadania, do governo federal, que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva vai lançar amanhã (25).
Hilda vive em Padre Bernardo (GO),
município localizado a 110 quilômetros de Brasília
e que faz parte das cidades que o governo pretende atender com o
programa. A localidade de 25 mil habitantes, cujas principais atividades
econômicas são a pecuária e a agricultura, consta do
chamado Território Águas Emendadas, junto a outros dez
municípios do Distrito Federal, de Goiás e Minas
Gerais. Ao todo, o governo espera levar o programa a 958 cidades de
60 territórios somente este ano.
Outro que ficou surpreso ao saber da
iniciativa do governo foi Agostinho Reis, morador do assentamento
Gabriela Monteiro, já em Brazlândia, no Distrito
Federal. De acordo com o Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra), o assentamento também será
um dos atendidos com as ações. Segundo Reis, técnicos
do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) já
haviam agendado uma visita ao local, mas ele não sabia do que
se tratava. “Agora a gente está esperando uma reunião
com o pessoal do ministério para falar um pouco sobre esta
questão”.
No assentamento vivem atualmente 21
famílias. Cada uma ocupa um lote de cinco hectares, onde
plantam feijão, milho e, em alguns casos, mandioca. Além
disso, a comunidade cria, coletivamente,
porcos e galinhas. Também recebem cestas básicas e têm
turmas do Programa de Erradicação do Analfabetismo.
As casas de compensado e teto de
zinco não têm energia elétrica ou água e
esgoto encanado. E, recentemente, uma forte chuva destelhou o galpão
utilizado como sala de aula e sede do telecentro, instalado com
recursos do Ministério da Cultura. “A prioridade
seria o saneamento básico e a questão da energia
elétrica. Seria muito bom que o programa Luz para Todos
chegasse ao assentamento, porque as pessoas estão aqui sem
energia”, afirmou Reis.
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