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Brasília - Como no Congresso a ordem é cortar R$ 20
bilhões no Orçamento Geral da União para 2008,
por conta da perda de recursos com o fim da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF),
“há uma atuação do Palácio do Planalto”
junto a sua base aliada para preservar os recursos para a execução
do programa Territórios da Cidadania, que será lançado
amanhã (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A afirmação é do chefe de
gabinete da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável,
do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marcos dal
Fabdru.
“Este é um programa do Governo Federal.
Há uma atuação do Palácio do Planalto
para a manutenção dos recursos. Se o governo lança
um programa, no dia 25, anuncia o envolvimento de R$ 11,3 bilhões,
certamente o governo vai trabalhar junto a sua base para a
preservação deste orçamento”, disse.
A perspectiva das autoridades do governo, segundo
ele, é, até 2010, dobrar o número de territórios
envolvidos com o programa. Com isso, acrescentou, espera-se
investimentos de mais de R$ 20 bilhões a partir de 2010.
“A expectativa é de que o governo, em
função do trabalho realizado na área econômica,
se tenha maior capacidade de intervir e aplicar recursos em prol da
regiões. É possível fazer essas estimativas”,
destacou o chefe de gabinete.
O governo federal investirá, em 2008, R$
11,3 bilhões em ações rurais voltadas para a
melhoria das condições de cidadania, produção,
infra-estrutura e ambientais. Entre os critérios de prioridade
nos investimentos, de acordo com Marcos dal Fabdru, estão
territórios que registram Índices de Desenvolvimento
Humano (IDH) mais baixos. Outros parâmetros que serão
levados em consideração dizem respeito a “organização
social destas regiões, incidência de comunidades
tradicionais como quilombolas, indígenas e incidência de
programas na área social como o Bolsa Família”.
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