|
|
23 de Fevereiro de 2008 - 15h23 -
Última modificação
em 23 de Fevereiro de 2008 - 16h35
Brasil propõe repasse de energia elétrica para a Argentina
Mylena Fiori
Enviada especial
|
|




|
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
|
Buenos Aires (Argentina) - Presidentes Lula, Cristina Kirchner, da Argentina e Evo Morales, da Bolívia, durante encontro na residência oficial de Olivos
|
Buenos Aires (Argentina) - Depois de
duas horas de reunião entre os presidentes do Brasil, da Argentina e da Bolívia, além de ministros e
técnicos dos três países, a solução encontrada para o risco de desabastecimento argentino foi a
troca de energia.
“Tanto quanto possível, vamos contribuir para
minorar essa dificuldade, sem repasse de gás, mas com repasse de energia se
tivermos energia para fornecer. Nós oferecemos um certo limite de energia a eles
e receberemos em pagamento também energia no momento em que eles puderem”,
explicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ele disse, ainda, que o Brasil não cederá gás boliviano para a Argentina. “O Brasil
não vai abrir mão o gás”, afirmou.
Segundo Lobão, a Argentina pediu ao Brasil um milhão de metros
cúbicos de gás/dia mais energia elétrica – mesma ajuda concedida em 2007. Este
ano, o auxílio se limitará a cerca de 200 megawatts/hora de energia elétrica,
informou o ministro. A solução foi negociada pelos dois países – a Bolívia, de
acordo com Lobão, apenas participou no sentido de ajudar a Argentina.
Minutos antes de embarcar para o Brasil, já na Base Aérea de
Buenos Aires, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva frisou a importância da
ajuda recíproca. “Não se trata de sobrar gás ou não, se trata de uma política de
solidariedade que os países do Mercosul têm de ter para ajudar uns aos outros”,
disse Lula, destacando que Brasil, Argentina e Bolívia têm previsão de
crescimento entre 4% e 8% para 2008 e precisarão de mais energia.
“Acho que essa
política de solidariedade é extremamente importante para a gente garantir aos
investidores que querem investir em nossos países a permanente possibilidade de
produzir energia”, completou o presidente. Lula disse, ainda, que é importante
que o Brasil produza energia em quantidade suficiente para ajudar os demais
países da região.
Na reunião de hoje (23), além de negociar uma solução para a crise
energética argentina, Brasil, Argentina e Bolívia criaram um grupo de trabalho
permanente com ministros de energia dos três países para discutir questões
estruturais e de curto prazo referentes ao fornecimento energético para os três
países. De acordo com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que também
participou do encontro trilateral, a primeira reunião do grupo de trabalho
deve ocorrer nos próximos dez dias.
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
|
|