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Brasília - Os governadores que participaram hoje (25) do lançamento do programa Territórios da Cidades esperam que a iniciativa contribua para reduzir as desigualdades regionais. Para o governador do Amazonas, Eduardo Braga,
apesar do crescimento continuado do Brasil, ainda havia uma dívida com a
diminuição dessas disparidades.
“Um Brasil com dimensões continentais e
com características tão diferenciadas jamais poderá ser um país para todos se
não houver efetivamente uma igualdade nas condições do desenvolvimento e do
crescimento humano”, avalia Braga.
Para o governador de Alagoas, Teotônio Vilela, pela
primeira vez o Poder Público busca de, uma forma organizada, "chegar através da
união dos estados e dos municípios aos chamados grotões daqueles mais
necessitados”. Vilela diz ter confiança de que o programa
irá funcionar, especialmente pela união de vários ministérios, secretarias de
estado e representantes da sociedade civil.
O governador do Sergipe, Marcelo Deda, afirma que as ações do novo programa devem servir para interiorizar o desenvolvimento,
combater a pobreza rural e encontrar formas sustentadas para que as comunidades
da região do Semi-Árido possam conviver com a seca.
Segundo Déda, nunca um governo priorizou
tanto a região Nordeste do país. “Não tem sido só uma prioridade retórica, mas
também prática. E os números que a região tem demonstrado no combate à pobreza,
na ascensão social e na produtividade da economia são reveladores desta
prioridade.”
O programa Territórios da Cidadania envolve ações de
15 ministérios e prioriza os territórios rurais. Os critérios para a escolha
dos territórios são: menor IDH, maior concentração de agricultores familiares e
assentamentos da reforma agrária, maior concentração de população quilombola e
indígena, maior número de beneficiários do Bolsa Família, maior organização
social e pelo menos um território por estado.
A
previsão é que sejam investidos R$ 11,3 bilhões em 2008.
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