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25 de Fevereiro de 2008 - 16h18 - Última modificação em 25 de Fevereiro de 2008 - 16h18


Para governadores, novo programa pode ajudar a reduzir desigualdades regionais

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Os governadores que participaram hoje (25) do lançamento do programa Territórios da Cidades esperam que a iniciativa contribua para reduzir as desigualdades regionais. Para o governador do Amazonas, Eduardo Braga, apesar do crescimento continuado do Brasil, ainda havia uma dívida com a diminuição dessas disparidades.

“Um Brasil com dimensões continentais e com características tão diferenciadas jamais poderá ser um país para todos se não houver efetivamente uma igualdade nas condições do desenvolvimento e do crescimento humano”, avalia Braga.

Para o governador de Alagoas, Teotônio Vilela,  pela primeira vez  o Poder Público busca de, uma forma organizada, "chegar através da união dos estados e dos municípios aos chamados grotões daqueles mais necessitados”. Vilela diz ter confiança de que o programa irá funcionar, especialmente pela união de vários ministérios, secretarias de estado e representantes da sociedade civil.

O governador do Sergipe, Marcelo Deda, afirma que as ações do novo programa devem servir para interiorizar o desenvolvimento, combater a pobreza rural e encontrar formas sustentadas para que as comunidades da região do Semi-Árido possam conviver com a seca.

Segundo Déda, nunca um governo priorizou tanto a região Nordeste do país. “Não tem sido só uma prioridade retórica, mas também prática. E os números que a região tem demonstrado no combate à pobreza, na ascensão social e na produtividade da economia são reveladores desta prioridade.”

O programa Territórios da Cidadania envolve ações de 15 ministérios e prioriza os territórios rurais. Os critérios para a escolha dos territórios são: menor IDH, maior concentração de agricultores familiares e assentamentos da reforma agrária, maior concentração de população quilombola e indígena, maior número de beneficiários do Bolsa Família, maior organização social e pelo menos um território por estado.

A previsão é que sejam investidos R$ 11,3 bilhões em 2008.



 


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