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Brasília - A Comissão de
Ética Pública da Presidência da República
quer ouvir esclarecimentos do ministro do Trabalho, Carlos Lupi,
antes de se posicionar sobre as denúncias de suposta
irregularidade em sua administração. Lupi teria
assinado contrato de cerca de R$ 15 milhões com o Instituto de
Educação e Pesquisa Data Brasil, uma organização
supostamente ligada ao PDT, partido do ministro.
O assunto
foi analisado hoje (25) pela comissão. “Como sempre nós
fazemos quando há denúncias públicas, através
da mídia sobretudo, estamos oficiando ao ministro informações
para podermos tomar uma decisão mais baseada em fatos e é
uma faculdade dele se defender”, informou o ex-presidente da
comissão, Marcílio Marques Moreira, ao final da
reunião. Lupi deverá dar sua versão dos fatos
10 dias depois de recebida a notificação, conforme
procedimento da Comissão de Ética.
Em 26 de
dezembro do ano passado, a comissão encaminhou ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva documento sugerindo a demissão
de Lupi por ele ocupar, simultaneamente, o comando do Ministério
do Trabalho e a presidência do PDT – o que, no entendimento
da comissão, gera conflito de interesse.
De acordo com
Marcílio Marques Moreira, Lula leu o parecer da comissão
no mesmo dia. O presidente, no entanto, ainda não se
posicionou. “Esperamos que haja uma decisão e que o
presidente decida nos melhores interesses do país”, afirmou Moreira depois de
passar o cargo de presidente da comissão a Sepúlveda
Pertence, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.
Hoje (25), o ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, afirmou que “não há
irregularidade” no contrato do
ministério com o Instituto de Educação
e Pesquisa Data Brasil. O ministro disse que o
instituto é uma entidade que promove a qualificação
profissional em oito municípios comandados por diversos
partidos, entre eles o PDT.
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