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Rio de Janeiro - O ministro da Justiça,
Tarso Genro, afirmou hoje (25) que a operação de
combate ao desmatamento na Amazônia terá efeitos
imediatos sobre a derrubada da floresta. “A diminuição
[do desmatamento]
começa imediatamente, porque lá, de certa forma, havia
um vácuo da presença do Estado”.
O ministro admitiu,
porém, que a redução da atividade de extração
de madeira ilegal é sempre lenta. “Lastimavelmente isso é
uma atividade econômica que se comunica com determinada
necessidade de sobrevivência da população da
região”, disse, acrescentando que o governo do estado deve
desenvolver políticas públicas que ofereçam uma
saída para a população.
Genro garantiu que a
Polícia Federal vai permanecer na área, e que o governo
tem um plano de estabelecer naquela região dez ou 12 postos
permanentes da Polícia Federal para estrangular as vias de
transporte da madeira colhida ilegalmente.
A intenção
do governo, segundo o ministro, é que a ação da
Polícia Federal torne o desmatamento uma atividade
antieconômica. “Não adianta eles abaterem porque não
vão poder transportar. Nós estamos presentes naqueles
pontos-chave, através dos quais as madeiras passariam para sua
comercialização”, afirmou.
O ministro disse que
espera implantar os primeiros postos da PF na Amazônia para
coibir a ação das madeireiras ilegais ainda este ano.
Genro disse que os postos irão combinar uma ação
permanente, articulada com os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e se
necessário com cobertura da Polícia Rodoviária
Federal e da Força Nacional de Segurança.
“Serão postos
bem equipados, com capacidade de intervir fortemente na região.
E sob o comando da Polícia Federal, que é a polícia
da União destinada a coibir esse tipo de delito”.
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