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Brasília - O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) adiou
pela segunda vez o julgamento do vereador Joarez Floriano de Souza (PMDB), do
município de Santo Antônio de Pádua. O parlamentar é acusado
de infidelidade partidária por ter saído do PSDB em outubro do ano
passado, após a entrada em vigor da lei que proíbe a troca de partidos.
Este é o primeiro dos mais de 200 processos de infidelidade partidária
que correm na justiça eleitoral fluminense desde que o Tribunal
Superior Eleitoral determinou que o mandato é do partido e não do
político.
A advogada Mara de Fátima Hofans, do PDT, que ingressou com a ação, disse que o vereador "saiu do antigo partido fora do prazo, por isso o pedido do legítimo mandato para o PDT". Já o advogado do vereador, Leo Pedrosa, afirmou que Souza não era filiado ao PDT, por isso o partido não poderia entrar com o processo.
"A fidelidade partidária deve ser respeitada. O partido que postula a vaga, o mandato, não é o partido ao qual ele era filiado e nem o partido pelo qual se elegou. Nenhum um outro partido tem legitimidade para discutir
fidelidade partidária nem para tomar partido de outros nesse processo", argumentou.
A
audiência já foi adiada duas vezes. Na semana passada, o juiz Márcio
André Costa concedeu mais sete dias para que o novo advogado do
parlamentar se interasse sobre o caso. E hoje (25) tomou conhecimento de que havia um processo do PSDB contra o vereador, com as mesmas acusações.
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