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Brasília - Diversos órgãos do governo federal iniciaram a Operação Arco de Fogo, que tem como objetivo
patrulhar a Amazônia e deter o desmatamento na região. O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, estima em mais de mil o número de agentes na força-tarefa, que começará efetivamente as ações amanhã (26), por Tailândia (PA), cidade onde madeireiros organizaram manifestações contra o combate ao desmatamento.
O Operação Arco de Fogo terá ainda a participação do Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria
Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Polícia Rodoviária Federal. Segundo a Polícia Federal, a
governadora do Pará, Ana Júlia Carepa disponibilizou 200 policiais do estado
para apoiar a operação.
“Passa de mil homens, com certeza, o projeto na sua totalidade. Mas
hoje estamos com um esforço concentrado em razão daqueles eventos
ocorrido em Tailândia. Tem lá em torno de 150 homens da Força Nacional,
uns 300 agentes federais e mais a força local e mais a participação do
Ibama na região. Uma vez instalados, começa
esse processo em parceira com o Ibama de fiscalização das serrarias”, explica o diretor-geral da Polícia Federal.
“A expectativa é o enfrentamento constante, ou seja, vamos fazer esse pronto-atendimento agora, mas contrariando o que muitos pensam, o fato novo é a permanência, e não uma operação episódica. Esse é o diferencial. O que combater, isso está na rotina da PF. O diferencial foi construir um planejamento que permitisse uma permanência mais prolongada naquela região.” Segundo Luiz Fernando Corrêa, a fiscalização começará pelas serrarias e depois será direcionada às ações de combate ao transporte e corte ilegal de madeira. "Com
certeza vamos ter capacidade de enfrentar e apoiar as forças estaduais em
outras criminalidades que decorrem dessa atividade nessas localidades.”
A Polícia Federal já estuda a destinação que será dada à madeira apreendida. Uma das possibilidades em avaliação é a realização de leilões. Os recursos arrecadados seriam revertidos para o financiamento das ações de combate ao desmatamento.
“As madeireiras que trabalharem dentro da legalidade estarão até mais
confortáveis depois da operação, porque terão segurança e a certeza de que não
está havendo nenhuma concorrência desleal ao seu trabalho”, prevê o diretor-geral da Polícia Federal.
“Vamos enfrentar o desmatamento e toda a criminalidade correlata à isso. Isso
pode refletir até na criminalidade mais comum possível, como fraude, corrupção,
e aí ninguém está livre, instituição nenhuma.”
Matéria alterada para especificação da data de início das ações
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