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Brasília - O crescimento das
importações em ritmo maior do que as exportações e maiores remessas de
lucros e dividendos das empresas para o exterior foram os principais responsáveis pelo déficit em transações correntes, que ficou em US$ 1,169
bilhão no acumulado de doze meses fechados em janeiro (anualizado). As transações correntes englobam a balança comercial,
serviços e rendas e transferências unilaterais. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o acumulado de 12 meses até janeiro foi o pior desde abril de 2003, quando chegou a US$ 3,212
bilhões. O resultado anualizado até janeiro, porém, é o primeiro déficit em 12 meses desde maio de 2003
(US$ 425 milhões).
No mês de janeiro, o resultado ficou negativo em US$ 4,232 bilhões.
Esse déficit supera a projeção do BC de US$ 2,8 bilhões para o mês.
“Essas remessas
maiores se remetem a três aspectos: maior lucratividade das empresas,
condições de câmbio apreciado que favorecem as remessas e necessidade de
cobertura de posições, por conta da volatilidade externa”, explicou, acrescentando que
“em uma economia que tem resultado positivo é de se esperar que esses
lucros sejam remetidos [ao exterior]”.
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