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25 de Fevereiro de 2008 - 17h11 - Última modificação em 25 de Fevereiro de 2008 - 17h24


Exigências para exportação de carne vão além das necessidades, diz Stephanes

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal JR/ABr
Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fala sobre os acordos comerciais e técnicos bilaterais com a Rússia, ao lado do chefe da comitiva do Serviço Federal Veterinário e Fitossanitário da Rússia, Sergey Dankvert
Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fala sobre os acordos comerciais e técnicos bilaterais com a Rússia, ao lado do chefe da comitiva do Serviço Federal Veterinário e Fitossanitário da Rússia, Sergey Dankvert
Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje (25) que as exigências da União Européia e dos Estados Unidos para a importação de carne brasileira "vão além das necessidades". Na manhã de hoje (25), ao receber a comitiva russa que avalia a carne, ele sinalizou que as regras podem ser revistas.


“Não há nenhuma dúvida de que as exigências vão além das necessidades e de que tanto a Europa [União Européia] quanto os Estados Unidos não têm sido nada liberais dentro desse comércio agrícola. Nós temos que reformular nosso relacionamento e as instruções e compromissos que nós mesmos assumimos”, disse Stephanes.

Para o ministro, “não há dúvidas de que, por trás de tudo isso, há uma discussão comercial”. Entretanto, ele ponderou que “não podemos fechar todas as portas, porque isso poderia ter uma compreensão mundial diversa daquilo que, por exemplo, a Rússia tem – só poderia ser considerado como uma questão sanitária, que não é”.

A Rússia, atualmente, importa cerca de 950 mil toneladas de carne por ano e tem regras mais flexíveis com relação à importação do produto.

Para o ministro, os problemas de avaliação sanitária que ocorreram há menos de um ano estão superados. Sozinha, de acordo com o próprio Stephanes, a Rússia importa mais carne que toda a União Européia.

Foi também o exemplo da Rússia que o ministro usou para fazer uma previsão sobre os rumos do diálogo comercial - em relação à carne - com a União Européia.

“Nós temos que ser otimistas. Tínhamos problemas seríssimos com a Rússia há oito meses atrás. No entanto, trabalhamos com seriedade e superamos praticamente todos os problemas. O mesmo princípio a gente tem que ter em relação à União Européia. Se nós efetivamente apresentarmos a correção daqueles problemas que a UE nos colocou, ela vai abrir o mercado”, disse.




 


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