Marcello Casal JR/ABr
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Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fala sobre os acordos comerciais e técnicos bilaterais com a Rússia, ao lado do chefe da comitiva do Serviço Federal Veterinário e Fitossanitário da Rússia, Sergey Dankvert
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Brasília - O ministro da
Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje (25) que as exigências
da União Européia e dos Estados Unidos para a
importação de carne brasileira "vão além
das necessidades". Na manhã de hoje (25), ao receber a
comitiva russa que avalia a carne, ele sinalizou que as regras podem
ser revistas.
“Não há nenhuma dúvida de que
as exigências vão além das necessidades e de que
tanto a Europa [União Européia] quanto os
Estados Unidos não têm sido nada liberais dentro desse
comércio agrícola. Nós temos que reformular
nosso relacionamento e as instruções e compromissos que
nós mesmos assumimos”, disse Stephanes.
Para o ministro,
“não há dúvidas de que, por trás de
tudo isso, há uma discussão comercial”. Entretanto,
ele ponderou que “não podemos fechar todas as portas, porque
isso poderia ter uma compreensão mundial diversa daquilo que,
por exemplo, a Rússia tem – só poderia ser
considerado como uma questão sanitária, que não
é”.
A Rússia, atualmente, importa cerca de 950 mil
toneladas de carne por ano e tem regras mais flexíveis com
relação à importação do produto.
Para o ministro, os
problemas de avaliação sanitária que ocorreram
há menos de um ano estão superados. Sozinha, de acordo
com o próprio Stephanes, a Rússia importa mais carne
que toda a União Européia.
Foi também o
exemplo da Rússia que o ministro usou para fazer uma previsão
sobre os rumos do diálogo comercial - em relação
à carne - com a União Européia.
“Nós
temos que ser otimistas. Tínhamos problemas seríssimos
com a Rússia há oito meses atrás. No entanto,
trabalhamos com seriedade e superamos praticamente todos os
problemas. O mesmo princípio a gente tem que ter em relação
à União Européia. Se nós efetivamente
apresentarmos a correção daqueles problemas que a UE
nos colocou, ela vai abrir o mercado”, disse.