Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
25 de Fevereiro de 2008 - 21h26 - Última modificação em 25 de Fevereiro de 2008 - 21h48


Centrais querem tirar da reforma tributária redução da contribuição patronal à Previdência

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), fala à imprensa após reunião das centrais sindicais com o presidente Lula para discutir a reforma tributária Brasília - O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), fala à imprensa após reunião das centrais sindicais com o presidente Lula para discutir a reforma tributária
Brasília - As centrais sindicais pediram hoje (25) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a proposta de reduzir a contribuição das empresas para a Previdência saia da reforma tributária, que será encaminhada ao Congresso Nacional na quinta-feira (28). Os sindicalistas alegam que a desoneração coloca em risco o pagamento de futuras aposentadorias.

Segundo os sindicalistas, o presidente Lula afirmou que a proposta não fará parte da reforma tributária e será discutida por mais tempo. O governo estudava incluir na reforma um mecanismo para reduzir o percentual pago pelos empregadores, que hoje é de 20%.

Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, a redução da contribuição patronal significará uma perda de R$ 30 bilhões para os cofres da Previdência e o governo ainda não apresentou uma forma de repor essa arrecadação.

"Não concordamos de jeito nenhum. O presidente pediu para que o ministro Guido Mantega [Fazenda] reveja essa questão. Ficou definido que não irá para o Congresso junto com a reforma. Ele [presidente Lula] vai se reunir com os empresários e pontuar que essa questão precisa ser discutida com as centrais sindicais para encontrar uma fórmula de financiamento da Previdência”, disse, após participar de reunião com o presidente Lula e o ministro Mantega, no Palácio do Planalto.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, que também participou da reunião, alertou que o aumento da arrecadação e do emprego formal podem não ser necessários para compensar a desoneração da folha de pagamento.

“Desonerar a folha de salário não pode vir apenas como um risco que será compensado com o aumento da arrecadação e da formalização. É preciso acompanhar essa discussão com muita cautela, para que não se tenha um rombo nas receitas da Previdência. Não há garantia de que vai haver contratação de emprego formal”, disse.

“O ministro [Guido Mantega, da Fazenda] disse que a proposta de desoneração da folha não estará nessa proposta de emenda constitucional, mas seria colocada em uma proposta infraconstitucional, ou seja, mais tarde”, completou.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, indagou: "Se a Previdência já é deficitária, conforme argumentam economistas, como é possível reduzir a receita? Queremos  saber qual será a contrapartida patronal. Ficamos inseguros.”

O ministro Guido Mantega e o presidente Lula concordaram em estudar mais a proposta, informou o Palácio do Planalto. Na quarta-feira (27), será a vez de os empresários opinarem sobre a reforma.


 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina