Um convênio para promover o etanol de cana-de-açúcar brasileiro no exterior foi assinado hoje (25) entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Serão usados R$ 16,5 milhões em ações para trabalhar a imagem do etanol no exterior como energia limpa e renovável. Cada entidade entrará com 50% dos recursos.

O convênio consiste em ações de inteligência comercial, com estudos regulatórios e de mercados-alvo, de promoção comercial e de imagem nos principais formadores de opinião mundial, como meios de comunicação, tradings, investidores, importadores, ONGs e consumidores.

De acordo com o presidente da Unica, Marcos Jank, nos últimos seis meses cerca de 50 comitivas de países estrangeiros visitaram a entidade para conhecer melhor o etanol brasileiro. Ele defende que o Brasil precisa se fortalecer no mercado, já que o etanol é visto como grande negócio no mundo. O empresário citou como mercados-alvo a América do Norte, a Europa e a Ásia.

“A médio e longo prazos, os grandes mercados serão os mercados asiáticos, porque é lá que vai crescer o consumo de combustíveis nos próximos anos”, disse.

O presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, disse que o Brasil precisa explorar as diferenças que há entre o etanol brasileiro e os demais. “Existe uma diferença enorme no balanço energético, em relação à produção, ao custo, à qualidade do etanol brasileiro em relação ao da União Européia e dos americanos”.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, presente na assinatura do convênio, disse que o país tem a oportunidade para se estabelecer como líder em todos os processos sobre combustível renovável. Ele disse que o governo está tomando medidas em relação as questões ambientais.

“O governo está tomando e tomará medidas muito severas para que nós possamos coibir esse processo de desmatamento e de agressão ao meio ambiente na Amazônia e isso certamente enfraquece, se deixarmos que ocorra, a posição do Brasil nos fóruns internacionais”, disse.