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José Cruz/ABr
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Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante reunião na CNI
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Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, defendeu hoje (26) o programa Territórios da Cidadania ao afirmar que a ação não tem intuito eleitoreiro. Lançado
ontem (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticado pela
oposição, o programa irá destinar R$ 11,3 bilhões a serviços e obras em
958 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
“Do
meu ponto de vista, é dos mais efetivos programas no sentido da
distribuição de renda porque é focado, tem um papel de resgate daqueles
bolsões de pobreza que não são facilmente atingíveis”, afirmou, negando
que o programa seja eleitoreiro.
“O fato de nós termos eleições de dois
em dois anos não permite dizer que as ações de governo sejam
eleitoreiras”, argumentou depois de apresentar o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
a empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Ela também rechaçou a crítica de que
o Territórios da Cidadania beneficia apenas as bases do Partido dos
Trabalhadores. “Acredito que a população excluída não é base de ninguém
mas integra, como parte fundamental de qualquer compromisso social, o
objetivo de governos responsáveis”, afirmou.
“Eu muito me orgulharia
se estas bases fossem do Partido dos Trabalhadores, só não tenho mania
de grandeza, acho que elas não são. A grande maioria beneficiada por
este programa é apartidária”, disse a ministra.
Hoje (26), o DEM e o PSDB entraram com um pedido
de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal
Federal (STF) contra o Programa Territórios da Cidadania. O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar uma série de viagens pelo
país para lançar o programa - a primeira está prevista para a próxima
quinta-feira (28), a Quixadá, no Ceará.
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