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26 de Fevereiro de 2008 - 16h10 - Última modificação em 26 de Fevereiro de 2008 - 16h12


Franklin Martins elogia proposta de recursos para EBC

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - A presidente da EBC, jornalista Tereza Cruvinel, conversa com o senador Cristovam Buarque, durante audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)
Brasília - A presidente da EBC, jornalista Tereza Cruvinel, conversa com o senador Cristovam Buarque, durante audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)
Brasília - A criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi discutida mais um vez em audiência pública no Senado, agora na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática. Além de representantes da empresa, a audiência teve a presença do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, que elogiou a proposta do relator do projeto na Câmara, deputado Walter Pinheiro (PT-BA), de destinar à empresa recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

“É um aperfeiçoamento dos mais importantes colocado pelo relator Walter Pinheiro. O fundo já existe e não é totalmente gasto. Então, em vez de diminuir o fundo, por que não usá-lo para fins públicos?”, questionou.

A EBC resulta da união do patrimônio e das equipes da Empresa Brasileira de Comunicação (Radiobrás) e da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), que coordenava a TVE do Rio. Segundo o texto da medida, terá sede no Rio de Janeiro e escritório central em Brasília.

Senadores da oposição voltaram a criticar a forma como a EBC foi criada, por pedida provisória, mas concordaram com relevância de um sistema público de comunicação para o país. Para o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a TV pública deve ter “as portas fechadas para os excessos, a permissividade que se vê na TV comercial em novelas e outros programas inadequados para as crianças”.

O presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, Paulo Rufino, disse que o setor vê com entusiasmo a chegada da TV pública. “Queremos muito que ela, finalmente, saia do sonho dos cineastas, principalmente porque ela vem ao encontro da inclusão da produção independente de conteúdo, seja das várias regiões do Brasil, seja dos cineastas da indústria em geral, na grade”. Rufino ressalta que a nova TV, diferente das demais, tem esse compromisso.

A diretora de Jornalismo da EBC, Helena Chagas, disse que a nova empresa se baseia no tripé pauta, povo e praça, sempre com foco no cidadão e na variedade regional. Segundo ela, com pouco tempo no ar, o telejornal Repórter Brasil já é retransmitido em 18 estados. “Isso mostra como o brasileiro estava sedento de se ver na TV”, comentou. Um vídeo ilustrando algumas coberturas e debates realizados nos quase três meses em que o jornal da TV Brasil está no ar foi mostrado, recebendo elogios dos parlamentares.

A presidente da empresa, Tereza Cruvinel, disse que tem ouvido que não é mais o momento de se fazer uma TV pública, avaliação com a qual não concorda: “É tempo de TV pública. Países como México, Argentina e Equador estão desenvolvendo seus sistemas públicos de comunicação. O governo francês vai gastar esse ano U$ 7 bilhões com a empresa pública de comunicação do país”.

O texto principal da Medida Provisória 398, que cria a EBC, foi aprovado na Câmara dos Deputados na última terça-feira (19), por 336 votos a favor, 103 contrários e três abstenções. Hoje serão votados os destaques que visam a alterar a proposta.


 


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