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Brasília - A governadora do Pará,
Ana Júlia Carepa, disse hoje (26) à Agência
Brasil que a meta da Operação Arco de Fogo,
encabeçada pela Polícia Federal em parceria com outros
órgãos dos governos federal e estadual, é
conscientizar aqueles que trabalham na atividade de exploração
de madeira de que a atividade econômica não pode
colaborar para a destruição do meio ambiente. E essa tarefa, acrescentou, estende-se às outras regiões e às
empresas que usam a matéria-prima.
Ana Júlia estava no
município de Tailândia (PA), a 248 quilômetros de
Belém, onde concedeu entrevista coletiva com a Polícia
Federal para falar sobre outra operação, a Guardiões
da Amazônia, que resultou na apreensão de 13,5 mil
metros cúbicos de madeira ilegal.
“É
importante essa conscientização, não só
no nosso estado, mas no Brasil, porque foi apreendida madeira vinda
de Tailândia no Rio de Janeiro. Então, por exemplo, as
empresas da construção civil da região
centro-sul do país utilizam madeira do estado do Pará.
É preciso que elas exijam o certificado da origem dessa
madeira porque, aí sim, elas contribuirão com o
desenvolvimento sustentável da região”, comentou.
A a
governadora afirmou, ainda, que as
madeireiras que insistirem em trabalhar de forma ilegal terão
as portas fechadas: “Aqueles que não quiserem entrar na
legalidade não vão ter condições de
trabalhar”.
Já para o secretário
estadual do Meio Ambiente, Valmir Ortega, fechar empresas não
é o foco da operação. “O desejo nosso é
não fechar nenhuma empresa, mas se elas estiverem operando na
ilegalidade, com certeza, terão bloqueada a sua atividade
econômica”, disse.
Ortega completou que, em paralelo à
operação – uma vez que a Operação
Guardiões da Amazônia, segundo as autoridades, passa
agora a integrar a Arco de Fogo –, está sendo feito um
mutirão com os técnicos da secretaria para regularizar
as madeireiras ilegais que quiserem a mudança.
“Vamos
agilizar os processos de licenciamento e liberação de
licença de operação, de plano de manejo, aqueles
que cumpram os requisitos legais, justamente para que, ao mesmo
tempo, a gente combata a ilegalidade e que, para aquelas empresas que
estão buscando trabalhar na legalidade, o estado seja capaz de
dar uma resposta ágil”, afirmou.
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