A Polícia
Federal (PF) vai trabalhar em conjunto com órgãos de
fiscalização na Operação Arco de Fogo,
iniciada hoje em Tailândia (PA), para inibir não apenas
a ação dos que estão na ponta da exploração
ilegal de madeira, mas também daqueles que, de fato, financiam
e estimulam a atividade.
Foi o que afirmou o diretor-geral da
PF, Luiz Fernando Corrêa, em entrevista ao programa Revista
Brasil, da Rádio Nacional. “Estamos levando para
a região uma capacidade considerável de investigação
e perícia contábil para entrar na vida financeira dos
operadores”, afirmou.
Ontem, chegaram a Tailândia
cerca de 300 agentes da Polícia Federal, da Força
Nacional de Segurança e do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para
implantar uma fiscalização ostensiva nas madeireiras e
serrarias da cidade nos próximos dias. Há registros de,
pelo menos, 160 pessoas jurídicas na atividade no município,
segundo a secretaria estadual de Meio Ambiente.
Na última
terça-feira (19), madeireiros e moradores que trabalham no
setor tentaram impedir a retirada de madeireira que tinha sido
apreendida na Operação Guardiões da Amazônia.
No total, mais de 13 mil metros cúbicos foram recolhidos pelos
fiscais.
Além de conter a exploração
ilegal de madeira, a PF também terá pela frente o
desafio de atuar em um dos municípios mais violentos do país.
Tailândia é a 6ª cidade com maior taxa média
de homicídios (96,2 para cada 100 mil habitantes), de acordo
com o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros de
2008.
“Nossa estratégia é estar mais presente,
porque, a partir da derrubada da madeira, se desencadeia uma
sequência de violência de toda ordem, que passa por
homicídios e corrupção”, afirmou Luiz Fernando
Corrêa.