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Brasília - A falta de informação sobre direitos de adolescentes em
conflito com a lei vão desde o desconhecimento das regras de
internação à falta de acesso à
assistência jurídica gratuita. O diagnóstico,
feito por entidades apoiadas pelo Fundo das Nações
Unidas para Infância (Unicef), deu origem a uma cartilha lançada hoje (26) e
direcionada a famílias de jovens que praticaram atos
infracionais.
O informativo, produzido pelo Instituto Latino Americano das Nações
Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do
Delinqüente (Ilanud) e pelas organizações não-governamentais Associação de Mães e Amigos da
Criança e Adolescente em Risco e Conectas Direitos Humanos,
pretende capacitar as famílias para interferirem na defesa dos
direitos dos adolescentes que estão cumprindo medidas
sócio-educativas.
Segundo a coordenadora do escritório do Unicef em São
Paulo, Anna Penido, uma pesquisa com 168 mães de adolescentes
internados na Fundação Casa de São Paulo (antiga
Febem) apontou que a maioria das famílias não recebe
informações sobre direitos dos adolescentes após
a apreensão e não sabem informar se há advogados
atuando no caso em que os filhos estão envolvidos. “A
relação com o aparato de suporte ainda é
distante”, comentou.
De acordo com a pesquisa, a maioria das mães também
relatou que os filhos sofreram agressão policial ou ficaram
detidos em delegacia (o que fere o Estatuto da Criança e do
Adolescente).
A cartilha foi lançada durante a abertura da Oficina Nacional
de Atualização e Fortalecimento da Defesa do
Adolescente em Conflito com a Lei e a previsão do Unicef é
que o material seja distribuído em entidades governamentais e
da sociedade civil que atuam na defesa de jovens. A Secretaria
Especial de Direitos Humanos da Presidência da República
deverá reproduzir o informativo para garantir distribuição
em território nacional.
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