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Brasília - Hoje (28), pela primeira vez, os presidentes dos 27 conselhos estaduais de segurança alimentar se reúnem em Brasília.
De acordo com o presidente do Conselho
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato
Maluf, a idéia do encontro é rever a
legislação que cria os conselhos estaduais, trabalhar para a
capacitação dos conselheiros e construir uma agenda comum entre o
conselho nacional e os estaduais.
Segundo ele, embora o Consea recomende que os
conselhos estaduais sejam presididos por um representante da sociedade
civil, os órgãos de Alagoas e do
Distrito Federal são presididos pelos governadores.
“Não faz sentido um governador presidir um
Consea”, disse Maluf, acrescentando ser "incompatível" um governante comandar o conselho de segurança alimentar
de seu estado, já que a idéia do órgão é que a sociedade proponha
ações e políticas ao governo local.
A secretária adjunta de Assistência Social de Alagoas, Juliana
Vergetpi, disse que a lei que instituiu o Consea no estado foi elaborada na gestão anterior à do governador Teotônio Vilela Filho e previa que
o presidente do órgão fosse o governador do estado e o vice-presidente, o
vice-governador.
Segundo ela, o conselho já aprovou um projeto que prevê que o
presidente do órgão seja um membro da sociedade civil e o vice-presidente, um
representante do poder público. Ela informou que o projeto espera o parecer da
Procuradoria Geral do Estado para poder entrar em vigor.
Juliana Vergetpi disse ainda que o governador só assumiu a presidência do Consea para reativar o conselho, que
estava inativo desde meados de 2005.
"Entendendo a importância da política de
segurança alimentar para Alagoas, até pelo próprio momento que o estado ainda
vive, com um dos piores IDHs [Índice de Desenvolvimento Humano] do país, o governador Teotônio Vilela se reuniu
com o secretariado e tentou rearticular os conselhos, entre eles o Conselho de
Segurança Alimentar e Nutricional”, disse a secretária.
A reportagem da Agência Brasil procurou o
governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, mas não obteve resposta.
Além de sugerir que a presidência fique com a sociedade civil, o Consea sugere também que um terço dos
integrantes seja do poder público e dois terços, da sociedade civil. De acordo
com a assessoria de imprensa do Consea, os estados não são obrigados
a seguir as sugestões.
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