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Brasília - Apesar da resistência de parte da bancada
petista da Câmara em compartilhar com a oposição
o comando da comissão parlamentar mista de inquérito
(CPMI) que investigará gastos indevidos dos cartões
corporativos por servidores e autoridades públicas, o líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou o
acordo fechado com a oposição de o PMDB abrir mão
da presidência da comissão em favor do PSDB.
"Cabe ao PT da Câmara indicar o
relator, não vou entrar no mérito desta questão
interna do partido”, disse jucá. “Acho que eles têm
todo o direito de indicar o relator, mas se não quiserem
indicar o relator a Câmara tem que verificar que solução
vai dar. Pelo entendimento, a comissão é conjunta,
coube a presidência ao Senado e o PMDB, que tinha o direito
regimental de indicar o presidente, abriu mão ao PSDB dentro
de um clima de entendimento. Tudo combinado, tudo de acordo."
A insatisfação de deputados petistas
repercutiu no Senado. O líder do PSDB, Arthur Virgílio
(AM), pediu ao presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN),
que procedesse a leitura do requerimento da oposição, o
que representaria o primeiro passo para a instalação da
CPI do Senado. Diante da iniciativa, o peemedebista Wellington
Salgado (MG) cobrou do PSDB o cumprimento do acordo e a retirada do
requerimento.
O líder do governo, Romero Jucá,
intercedeu e confirmou o acordo articulado por ele e pelo ministro de
Relações Institucionais, José Múcio
Monteiro. Seu aval apaziguou os ânimos da oposição.
"As explicações do líder
Romero Jucá foram convincentes. Vamos tratar esse assunto como
fato consumado e apresentar, amanhã, à Mesa Diretora do
Senado os nomes do PSDB que vão compor a CPMI, bem como o nome
da senadora Marisa Serrano para presidi-la", afirmou Arthur
Virgílio .
O líder do DEM, José Agripino (RN),
foi pelo mesmo caminho do colega de oposição. "Não
tem como o governo querer subtrair um acordo que foi conduzido pelo
seu líder no Senado. Não há intenção
da minha bancada de fazer a CPI do Senado", comentou.
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