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27 de Fevereiro de 2008 - 21h44 - Última modificação em 27 de Fevereiro de 2008 - 21h44


Jucá confirma acordo com a oposição para CPI, apesar de resistência de petistas

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Apesar da resistência de parte da bancada petista da Câmara em compartilhar com a oposição o comando da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investigará gastos indevidos dos cartões corporativos por servidores e autoridades públicas, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou o acordo fechado com a oposição de o PMDB abrir mão da presidência da comissão em favor do PSDB.

"Cabe ao PT da Câmara indicar o relator, não vou entrar no mérito desta questão interna do partido”, disse jucá. “Acho que eles têm todo o direito de indicar o relator, mas se não quiserem indicar o relator a Câmara tem que verificar que solução vai dar. Pelo entendimento, a comissão é conjunta, coube a presidência ao Senado e o PMDB, que tinha o direito regimental de indicar o presidente, abriu mão ao PSDB dentro de um clima de entendimento. Tudo combinado, tudo de acordo."

A insatisfação de deputados petistas repercutiu no Senado. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), pediu ao presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), que procedesse a leitura do requerimento da oposição, o que representaria o primeiro passo para a instalação da CPI do Senado. Diante da iniciativa, o peemedebista Wellington Salgado (MG) cobrou do PSDB o cumprimento do acordo e a retirada do requerimento.

O líder do governo, Romero Jucá, intercedeu e confirmou o acordo articulado por ele e pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Seu aval apaziguou os ânimos da oposição.

"As explicações do líder Romero Jucá foram convincentes. Vamos tratar esse assunto como fato consumado e apresentar, amanhã, à Mesa Diretora do Senado os nomes do PSDB que vão compor a CPMI, bem como o nome da senadora Marisa Serrano para presidi-la", afirmou Arthur Virgílio .

O líder do DEM, José Agripino (RN), foi pelo mesmo caminho do colega de oposição. "Não tem como o governo querer subtrair um acordo que foi conduzido pelo seu líder no Senado. Não há intenção da minha bancada de fazer a CPI do Senado", comentou.



 


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