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São Paulo - A taxa de desemprego nos 39 municípios da região
metropolitana de São Paulo atingiu em
janeiro 13,6% da População Economicamente Ativa (PEA). O quadro não se
alterou em comparação a dezembro (13,5%), com um contingente de l,402 milhão de desempregados. Sobre janeiro dos anos anteriores, entretanto, foi o menor
índice desde 1997.
O total de desempregados na região neste ano é 3,7% inferior ao registrado em janeiro
de 2007.
No período, foram cortadas 71 mil vagas, mas o mesmo
número de pessoas deixou de procurar emprego. Na indústria, houve diminuição
de 1,8% e, em outros setores, queda de 6,2%. Apenas o comércio manteve as
ofertas em alta (1,1%) e o segmento de serviços apontou estabilidade (0,1%). No
entanto, o total de pessoas ocupadas (8,910 milhões) é 3% maior do que o de janeiro
do ano passado.
Os dados são da pesquisa realizada em conjunto pela Fundação
Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de
Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo o coordenador da
pesquisa pela Fundação Seade, Alexandre Loloian, embora estável sobre dezembro,
a taxa de desemprego “está em bom patamar, com seguidos ganhos de ocupação e
redução do contingente de desempregados”. Loloian disse que, na comparação com igual
período do ano passado, o desempenho foi ”alvissareiro” (auspicioso, bom).
Para ele, outro positivo foi o aumento de 3%
no número de trabalhadores com carteira assinada. Os rendimentos médios reais, tanto dos ocupados quanto dos assalariados,
tiveram redução de 1,8% e vencimentos de R$ 1.137,00 e R$ 1.l91,00,
respectivamente. “Mesmo com uma situação melhor, a oferta de emprego em São
Paulo ainda é menor do que a quantidade de pessoas disputando uma das vagas”,
afirmou Loloian. A região apresenta alta
rotatividade e a própria legislação do país permite que as empresas demitam um
empregado para colocar em seu lugar um outro com salário menor, acrescentou.
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