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Brasília - As
movimentações para libertar quatro reféns em
poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc) começaram hoje (27), diante de garantias do governo
colombiano de que não haverá operações
militares na zona de entrega e da confirmação, por
parte da Venezuela, de que já tem conhecimento da localização
dos seqüestrados. As informações são da agência argentina Telam.
Está
prevista, para a operação de resgate, a cooperação
da Cruz Vermelha Internacional, além de um mecanismo similar
ao utilizado em janeiro deste ano, quando a guerrilha libertou a
ex-candidata à vice-presidência da Colômbia Clara
Rojas e a ex-senadora Consuelo González.
O
ministro venezuelano do Interior, Ramón Rodríguez
Chacín, que comandou a primeira operação,
confirmou ontem (26) que já possui as coordenadas do local
onde as Farc devem libertar Gloria Polanco, Orlando Cuéllar,
Eladio Perez e Jorge Géchem.
A pedido
expresso da guerrilha, os integrantes da Cruz Vermelha terão
conhecimento da localização dos reféns apenas
quando já estiverem em vôo.
A
desconfiança para repassar a informação, segundo
o ministro venezuelano, deve-se ao fato de que as Farc asseguram que
ainda há, neste momento, uma operação com mais
de 18 mil efetivos das Forças Armadas colombianas na zona de
resgate, o que poderia colocar em risco a vida dos ex-parlamentares.
Três
dos quatro reféns que devem ser libertados – Géchem,
Polanco e Beltrán – saíram juntos de um acampamento
nas selvas de Guaviare, enquanto Pérez saiu de outro
acampamento, localizado próximo ao Rio Apaporis, entre
Guaviare e Vaupés. Cerca de 60 homens das Farc fazem parte do
esquema de segurança que acompanha os seqüestrados.
Para
aumentar as expectativas de que o resgate aconteça ainda
hoje, o governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe,
reforçou a autorização para o resgate por meio
de uma carta, entregue pelo chanceler Fernando Araújo ao
colega venezuelano Nicolas Maduro.
A
predisposição do Poder Executivo da Colômbia já
havia sido adiantada ontem pelo vice-presidente, Francisco
Santos, que ratificou o compromisso de garantir o êxito da
operação.
“O
presidente disse claramente que estamos dispostos a fazer uma
operação idêntica a que fizemos com as primeiras
libertações. Aqui [na Colômbia] não há
por que ser diferente e o presidente já deu as instruções
de parar as operações [militares]”.
O
comandante do Exército colombiano, general Mario Montoya,
garantiu que seus homens não irão interferir na entrega
dos quatro reféns e que, para isso, foi reservada uma área
de segurança de quase 50 quilômetros ao redor do ponto
onde serão libertados os políticos, na zona de
Tomachipán, ao sul da província de Guaviare.
A
libertação ex-parlamentares foi anunciada pelas Farc no
início de fevereiro, como outro gesto unilateral da guerrilha
em reconhecimento às gestões do presidente venezuelano,
Hugo Chávez, e da senadora colombiana Piedad Córdoba,
mas também devido às más condições
de saúde dos reféns. Os familiares dos quatro seqüestrados já aguardam a libertação em Caracas.
Há
anos, as Farc mantêm um total de mais de 40 reféns –
entre eles, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três
americanos e vários políticos, militares e policiais –
além de pelo menos 500 guerrilheiros presos, mas a guerrilha e
o governo colombiano nunca chegaram a um acordo.
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