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28 de Fevereiro de 2008 - 20h08 - Última modificação em 28 de Fevereiro de 2008 - 20h08


Jobim garante que retomada de escalas e conexões não aumentará fluxo em Congonhas

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Parentes das vítimas do acidente com o avião da TAM, ocorrido no ano passado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, entregaram hoje (28) ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, um documento com reivindicações gerais sobre segurança de vôos e outras específicas sobre o acidente.

A principal preocupação da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo da TAM (Afavitam) era com a reabertura do Aeroporto de Congonhas para escalas e conexões a partir de 16 de março.

Jobim garantiu que a mudança não vai significar aumento de fluxo no aeroporto. “Eu mostrei a eles [parentes das vítimas do acidente] que não vai haver problema com relação a isso. Porque o problema não é esse. O problema é a redução de 58 slots/hora que se tinha em 2006 para 34 slots/hora que temos hoje. A questão da retomada de escalas e conexões foi para o conforto dos passageiros.”

Ao sair da reunião, o presidente da associação, Dário Scott, se disse satisfeito. “A posição é muito positiva com relação à reunião com o ministro. Vamos agora dar prosseguimento a essas questões”, disse.

Mesmo assim, quando perguntado se sentia segurança em embarcar ou chegar no Aeroporto de Congonhas, Scott disse que não. “Desde o dia em que minha filha Taís morreu, aquele aeroporto não existe mais para mim. Não importa quantos slots/hora se façam”, respondeu.

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e o deputado Miguel Martini (PHS-MG), integrante da comissão da Câmara que tratará da criação da Lei Geral da Aviação Civil), estiveram presentes à reunião e defenderam a rápida elaboração e aprovação de leis relacionadas à segurança aérea.

À saída, o ministro Nelson Jobim falou sobre a possibilidade de privatização da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). “Eu estou surpreso com essa história. Não há privatização nenhuma. Há, isso, sim, uma discussão sobre a abertura de capital da Infraero, não privatização. Antes de mais nada, precisa ser feita uma reestruturação na empresa. A abertura de capital é algo muito posterior”, afirmou.




 


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