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28 de Fevereiro de 2008 - 16h34 - Última modificação em 28 de Fevereiro de 2008 - 16h34


Presidente do BNDES nega privatização da Infraero

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou uma nota hoje (28) na qual afirma que a privatização da Empresa Brasileira de Administração Aeroportuária (Infraero) não está sendo cogitada pelo governo.

Assinada pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a nota confirma que o banco está estudando a abertura de capital da Infraero a pedido do governo federal, que manteria o controle da companhia, permanecendo como acionista majoritário. A estatal controla 67 aeroportos no país e tem cerca de 11 mil funcionários próprios e 14 mil terceirizados.

A nota é uma resposta a uma reportagem divulgada nesta quinta-feira no jornal Valor Econômico, segundo a qual, o banco analisa a privatização da estatal.

"O plano inicial era abrir o capital da empresa e vender 49% das ações ordinárias, mantendo o controle nas mãos da União. A estratégia mudou porque o governo foi convencido de que a manutenção do controle estatal desestimularia a atração de investidores privados, inviabilizando a reestruturação", diz o texto publicado no site do jornal.

O presidente do BNDES classifica de “especulações” as notícias veiculadas na imprensa e afirma que as mudanças em análise pelo banco visam profissionalizar a gestão da Infraero e abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo, “com nível 2 de governança”.

A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa reiterou que a privatização da Infraero não está sendo discutida pela pasta.

De acordo com a assessoria, o ministro Nelson Jobim deve ir à Câmara dos Deputados nas próximas semanas para defender a aprovação de um projeto de lei que será enviado pelo governo ao Congresso referente ao aumento nas tarifas aeroportuárias. Na ocasião, a abertura de capital da Infraero poderá ser abordada.



 


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