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Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou uma nota hoje (28) na qual afirma que a privatização da Empresa Brasileira de Administração Aeroportuária (Infraero) não está sendo cogitada pelo governo.
Assinada pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a nota confirma que o banco está estudando a abertura de capital da Infraero a pedido do governo federal, que manteria o controle da companhia, permanecendo como acionista majoritário. A estatal controla 67 aeroportos no país e tem cerca de 11 mil funcionários próprios e 14 mil terceirizados.
A nota é uma resposta a uma reportagem divulgada nesta quinta-feira no jornal Valor Econômico, segundo a qual, o banco analisa a privatização da estatal.
"O plano
inicial era abrir o capital da empresa e vender 49% das ações ordinárias,
mantendo o controle nas mãos da União. A estratégia mudou porque o governo foi
convencido de que a manutenção do controle estatal desestimularia a atração de
investidores privados, inviabilizando a reestruturação", diz o texto publicado no site do jornal.
O presidente do BNDES classifica de “especulações” as notícias
veiculadas na imprensa e afirma que as mudanças em análise pelo banco visam profissionalizar a gestão da Infraero e abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo, “com nível 2 de governança”.
A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa reiterou que a privatização da Infraero não está sendo discutida pela pasta.
De acordo com a assessoria, o ministro Nelson Jobim deve ir à Câmara dos Deputados nas próximas semanas para defender a
aprovação de um projeto de lei que será enviado pelo governo ao Congresso referente ao
aumento nas tarifas aeroportuárias. Na ocasião, a abertura de capital da Infraero poderá ser abordada.
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