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Brasília - A proposta de reforma tributária encaminhada hoje (28) pelo
governo ao Congresso sugere a simplificação do sistema tributário
nacional como mecanismo para aperfeiçoar as relações econômicas no país.
O texto apresentado em forma de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) cria o Imposto
sobre Valor Agregado Federal (IVA-F) para agrupar tributos e estabelece um novo Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para frear as divergências entre os estados na oferta de
benefícios fiscais.
Pelo texto, o IVA-F unifica as contribuições para o
Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e para os programas de Integração
Social (PIS) e de Intervenção no Domínio Econômico (Cide, relacionada ao
comércio de combustíveis).
Ainda com a intenção
de simplificar o sistema tributário, o governo propõe incorporar a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ).
Ambos incidem sobre a lucratividade das empresas.
A PEC prevê substituir a contribuição social do
salário-educação dos trabalhadores, por meio de alteração nos Artigos 159 e 212
da Constituição Federal, que abordam questões educacionais e tributárias, e
diminuir a contribuição patronal sobre a folha como medidas para de desoneração.
A implementação da proposta depende da aprovação de três quintos dos deputados e senadores. Após receber a proposta, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse ter a expectativa de que a votação no
Congresso Nacional seja concluída até agosto.
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