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Brasília - O governo pretende levar um programa de ensino e de qualificação profissional de jovens para dentro das penitenciárias. A iniciativa é da Secretaria Nacional de Juventude e do
Ministério da Justiça que estudam formas de incluir o ProJovem Urbano nos presídios. A
meta é atender, neste ano, 15 mil jovens presos, segundo o secretário Nacional da
Juventude, Beto Cury.
“O objetivo é que o jovem que se encontra detido possa, ao sair, ter melhores perspectivas de voltar a estudar ou ir para
o mercado de trabalho, ou seja, melhores oportunidades para se inserir”, disse
Cury à Agência Brasil.
O ProJovem Urbano é destinado a jovens de 18 a 29 anos que
não tenham concluído o ensino fundamental. O objetivo é que eles concluam essa etapa do ensino, aprendam uma profissão e tenham acesso à informática.
De acordo com Cury, dentro dos presídios, o programa irá funcionar no mesmo formato. Além disso, os presos terão direito a uma bolsa auxílio de R$
100 por mês.
O secretário recebeu hoje (28) uma comitiva chilena
interessada em conhecer o ProJovem, que no ano passado sofreu mudanças e foi
dividido em quatro modalidades (Urbano, Campo, Trabalhador e Adolescente).
Assim como os brasileiros, a principal preocupação da
juventude chilena é entrar no mercado de trabalho, de acordo com o diretor Juan
Eduardo Faúndez, do Instituto Nacional de Juventude do Chile, ligado ao
governo.
O diretor informou que 18% dos jovens de seu país estão
desempregados. Ele disse ainda que o programa brasileiro chamou a atenção por
conseguir envolver diversos ministérios com uma coordenação centralizada.
“O esforço que já se faz no país
[Chile] para capacitação e acesso ao emprego pode ter uma coordenação para que
os recursos possam ser fiscalizados da melhor maneira e tenham mais impacto
social”, afirmou à Agência Brasil. O ProJovem é executado pelos Ministérios do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, Educação e Trabalho, sob a direção da Secretaria
Nacional de Juventude.
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