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28 de Fevereiro de 2008 - 18h44 - Última modificação em 28 de Fevereiro de 2008 - 18h44


Dono de carvoaria diz preferir ilegalidade à prática de corrupção

Marco Antônio Soalheiro
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Wilson Dias/Abr
Tailândia (PA) - Valdinei Palhares, agricultor e dono de carvoaria ilegal, concede entrevista à imprensa
Tailândia (PA) - Valdinei Palhares, agricultor e dono de carvoaria ilegal, concede entrevista à imprensa
Tailândia (PA) - Valdinei Palhares, agricultor de 56 anos, faz questão de se apresentar sem rodeios também como dono de uma carvoaria ilegal na zona rural de Tailândia. Na cidade desde 1974, ele diz ter pedido há um ano providências do Ministério Público para que fosse regularizada a situação de trabalho no setor madeireiro local.

Segundo Palhares, o município se desenvolveu sem cuidados com o meio ambiente e a culpa da situação atual de degradação deve ser dividida entre os governos das três esferas e a comunidade.

"O município está em calamidade pública, por causa das irregularidades, do descaso governamental e da corrupção. Temos duas opções: ou somos corruptores ou ilegais. Achei melhor ser ilegal do que roubar", afirmou.

A carvoaria do agricultor funciona, segundo ele, durante três ou quatro meses do ano, na queima de galhos que ele retira de seu pasto: "Quem trabalha o ano inteiro não tem como pagar o direito dos trabalhadores. É um escravizando o outro". Indagado sobre o motivo para se manter na ilegalidade, ele alega que órgãos ambientais só liberam a licença se "correr grana" .

Para Valdinei Palhares, a Operação Arco de Fogo, deflagrada com o objetivo de combater a exploração ilegal de madeira na região, não é suficiente para garantir um futuro melhor à população local.

"O governo tem que sentar com os segmentos da sociedade e fazer um programa social, ecológico e econômico. Transformar o município na capital do dendê, do carvão vegetal reflorestado", defendeu.

 


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