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Tailândia (PA) - Parte dos mais de 8 mil
trabalhadores que atuam no setor madeireiro da região de
Tailândia ficará sem remuneração já
a partir do próximo mês. O alerta foi feito hoje (28) a
deputados da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia
Legislativa do Pará pelo presidente do Sindicato dos
Trabalhadores na Indústria Madeireira, Movelaria e Construção
Civil de Tailândia, Tomeaçu e Concórdia do Pará
(Sitrimotoc), Francisco Chagas.
"Ninguém é
contra a fiscalização, mas nossa preocupação
é que empresa nenhuma tem condições de pagar os
salários de fevereiro", disse Chagas. "Eles [os
patrões] nos chamaram para negociação, para
adiantar 40% do salário e nós ficarmos com licença sem
remuneração", acrescentou.
Segundo Chagas, as
madeireiras de Tailândia empregavam, com carteira assinada,
3.826 funcionários, e as carvoarias, 4.600. Para ele, a
Operação Arco de Fogo, que combate a exploração
ilegal de madeira na região, tem foco equivocado. "Antes
de mandar fiscalização, o governo tinha que oferecer
sugestões e criar um outro caminho, porque a comunidade de
Tailândia vive quase que exclusivamente do uso de madeira",
argumentou.
O presidente do
Sitrimotoc pediu um esforço dos órgãos ambientais para agilizar processos pendentes de
regularização das empresas do setor. "Se
regularizarem a situação, vamos ter certeza de que
podemos continuar trabalhando e dando alimentação para
os nossos filhos", ressaltou.
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