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3 de Março de 2008 - 22h46 - Última modificação em 3 de Março de 2008 - 22h46


Áreas de posse na Amazônia contribuem para desmatamento, conclui estudo

Leandro Martins
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

 
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Brasília - Áreas de posse ocupam 42 milhões de hectares na Amazônia, o equivalente à metade do estado de Mato Grosso, e são uma das responsáveis pelo desmatamento acelerado na região. É o que concluiu pesquisa divulgada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O estudo, realizado durante um ano e meio por três pesquisadores, adverte que o perigo do desmatamento em áreas ocupadas por posseiros está passando despercebido.

O problema, segundo o pesquisador Paulo Barreto, é que muitas posses já ocupavam áreas que foram posteriormente demarcadas como unidades de conservação: "A posse é uma situação em que a pessoa não comprou aquela área, mas está
usando – tira madeira, cria gado, ganha dinheiro ocupando uma terra pública e não pagou por isso. É uma espécie de privatização gratuita em uma área muito grande."

Segundo a pesquisa do Imazon, apenas 4% da Amazônia Legal são constituídos por propriedades com documentação legalizada. Outros 43% são áreas protegidas, que correspondem a unidades de conservação, terras militares e terra indígena demarcada. Em 32% da Amazônia, os proprietários se dizem legais, mas as áreas não estão ainda confirmadas pelo Incra. E os 21% restantes são terras públicas fora das áreas protegidas, onde vivem ribeirinhos, indígenas com terras ainda não reconhecidas e populações tradicionais. Existem posseiros em todas essas áreas.

A solução para o problema, segundo a pesquisa, é realizar o cadastramento completo e acelerado dessas áreas para deter o desmatamento florestal.

 


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