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Brasília - O presidente nacional
do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), negou hoje (29) que tenha
assinado qualquer emenda individual, no valor de R$ 278.125, como
consta na planilha divulgada pelo relator do Orçamento de
2008, deputado José Pimentel (PT-CE), ao explicar o anexo que contém emendas no valor de R$ 534 milhões.
“O que eu apresentei
foi uma emenda de R$ 37 milhões para a recuperação
da malha viária do estado, que inclusive é governado
por um partido [PSB] que faz oposição ao PSDB”.
Ele afirmou que os
dados apresentados pelos presidente e relator da Comissão
Mista de Orçamento, senador José Maranhão
(PMDB-PB) e deputado José Pimentel, respectivamente,
representam “uma manobra para confundir os outros”.
Sérgio Guerra
disse que o valor da emenda apresentada pelo relator como sendo dele,
e que consta do Anexo de Metas e Prioridades do Orçamento de
2008, foi “pinçado” da emenda de R$ 37 milhões. Ele
informou que fará um requerimento para retirar do anexo a
proposta. “Não quero esse dinheiro podre no orçamento”.
O presidente do PSDB
acusou o relator e o presidente da comissão de terem cedido às
pressões de “quatro ou cinco deputados da Comissão de
Orçamento”, e por conta disso não cumpriram o acordo
firmado com as lideranças para retirar o anexo do relatório
final da proposta orçamentária.
“Ou eles foram
cúmplices, o que eu não acredito, desses que fizeram o
relatório [anexo], ou não tiveram liderança
para cumprir o acordo firmado no gabinete do presidente [do
Senado], Garibaldi Alves”, afirmou o presidente do PSDB.
Sérgio Guerra
reafirmou que seu partido vai obstruir a sessão de
quarta-feira (5) do Congresso Nacional, destinada a votar o orçamento
para 2008.
“Não podemos
votar esse anexo, de jeito nenhum. É um processo de
desmoralização ainda maior do orçamento. Isso é
uma sujeira”, afirmou.
O senador disse que o
Anexo de Metas e Prioridades representa um segundo relatório
de proposta orçamentária. “Se vai ter o tal do anexo,
vai ter dois orçamentos, um que é uma porcaria e outro
que é mais porcaria ainda porque é feito por três,
quatro ou cinco deputados”.
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