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1 de Março de 2008 - 19h19 -
Última modificação
em 1 de Março de 2008 - 19h19
Crianças continuam trabalhando em lixão do Distrito Federal, diz deputada
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal JR/ABr
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Brasília - Em foto do dia 20 de fevereiro, criança deixa o lixão da Vila Estrutural, inspecionado pelo Ministério Público e Secretaria dos Direitos Humanos, entre outros órgãos, para verificar ocorrência de trabalho infantil
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Brasília - Dez dias após a Comissão
de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal
ter constatado trabalho infantil no lixão da favela
Estrutural, a cerca de dez quilômetros do centro de
Brasília, a situação não mudou, segundo a
presidente da comissão, deputada Érika Kokay (PT).
“Nada foi feito para que essa
situação pudesse ser erradicada quando há
recursos federais”, disse à Agência Brasil. De acordo com ela, o
governo local tinha R$ 4,9 milhões para combater o trabalho
infantil em 2007, mas apenas R$ 329 mil foram desembolsados até
outubro.
“Há uma série de dados que apontam que o
governo do Distrito Federal tem sido negligente e omisso no que diz
respeito ao combate ao trabalho infantil", afirmou a deputada, referindo-se
ao governo de José Roberto Arruda (DEM).
A procuradora do Ministério
Público do Trabalho do Distrito Federal, Ana Claudia Bandeira,
compartilha da opinião da deputada em relação ao
uso de recursos.
“O que aconteceu no ano passado foi uma situação,
eu diria, vexatória. Foram previstas verbas e na hora de
executar, por conta, muitas vezes, de entraves burocráticos,
essa verba deixou de ser executada”, declarou à Agência Brasil.
“O quadro que temos hoje é um
compromisso formal do governo do Distrito Federal, assinado no ano
passado, de alguns programas. Mas efetivamente, a coisa
não vem acontecendo como deveria. Falta, me parece, vontade
política, já que o compromisso existe”.
Erika Kokay disse ainda
que a empresa responsável pelo lixão já identificou 80 crianças trabalhando no local. Segundo a
deputada, os nomes das crianças, fotos e dados da
última visita constam de relatório que será
enviado ao governo local e ao Ministério Público. Ela informou que deve realizar nova visita ao local nos próximos dias.
A Agência Brasil tentou entrar em contato com o
secretário adjunto de Desenvolvimento Social e Trabalho do Distrito Federal, João
Oliveira, por orientação da assessoria de imprensa do governador José Roberto Arruda, mas ele não atendeu o telefone celular.
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