|
Brasília - Não
cabe aos Estados Unidos (EUA) resolver o conflito entre o
Equador e a Colômbia, porque a solução deve ser
encontrada pelas nações da América Latina, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso
Amorim.
“Seria
sábio dos Estados Unidos perceberem que esse é um
assunto que os latino americanos devem se preocupar em resolver. O
que eles podem é dar os instrumentos que ajudem a resolver”,
afirmou, em entrevista hoje (3) à noite à TV Brasil.
Na
avaliação do chanceler, “uma manifestação
muito forte” dos EUA não contribuiria para resolver a crise
política entre os governos da Colômbia e do Equador.
Amorim
evitou comentar a interferência, no conflito, do presidente da Venezuela,
Hugo Chávez, que determinou o envio de tropas
militares para a fronteira do país com a Colômbia.
“Não
é o caso se saber qual é a atitude do presidente
Chávez. Ele se sentiu envolvido, mandou tropas para fronteira,
mas eu acho que o assunto tem que ser tratado predominantemente como
um caso entre a Colômbia e o Equador, porque aí é
que houve o incidente efetivo de violação do
território”, ponderou.
Apesar da
tensão política e da presença de militares na
região, Amorim descartou a possibilidade de conflito armado
imediato entre os dois países, após conversar com o
presidente equatoriano, Rafael Correa.
“Há
muita firmeza na reação, muita indignação,
mas eu não ouvi nenhuma ameaça armada. Há um
deslocamento de tropas para uma uma área da fronteira que
talvez esteja menos guarnecida, mas não estou vendo este
perigo, pelo menos de imediato. Vamos trabalhar para que esse risco
não se materialize”, afirmou.
|