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3 de Março de 2008 - 21h50 - Última modificação em 3 de Março de 2008 - 21h50


Solução para conflito na América Latina não cabe aos Estados Unidos, diz Amorim

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Não cabe aos Estados Unidos (EUA) resolver o conflito entre o Equador e a Colômbia, porque a solução deve ser encontrada pelas nações da América Latina, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

“Seria sábio dos Estados Unidos perceberem que esse é um assunto que os latino americanos devem se preocupar em resolver. O que eles podem é dar os instrumentos que ajudem a resolver”, afirmou, em entrevista hoje (3) à noite à TV Brasil.

Na avaliação do chanceler, “uma manifestação muito forte” dos EUA não contribuiria para resolver a crise política entre os governos da Colômbia e do Equador.

Amorim evitou comentar a interferência, no conflito, do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que determinou o envio de tropas militares para a fronteira do país com a Colômbia.

“Não é o caso se saber qual é a atitude do presidente Chávez. Ele se sentiu envolvido, mandou tropas para fronteira, mas eu acho que o assunto tem que ser tratado predominantemente como um caso entre a Colômbia e o Equador, porque aí é que houve o incidente efetivo de violação do território”, ponderou.

Apesar da tensão política e da presença de militares na região, Amorim descartou a possibilidade de conflito armado imediato entre os dois países, após conversar com o presidente equatoriano, Rafael Correa.

“Há muita firmeza na reação, muita indignação, mas eu não ouvi nenhuma ameaça armada. Há um deslocamento de tropas para uma uma área da fronteira que talvez esteja menos guarnecida, mas não estou vendo este perigo, pelo menos de imediato. Vamos trabalhar para que esse risco não se materialize”, afirmou.



 


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