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3 de Março de 2008 - 22h33 - Última modificação em 3 de Março de 2008 - 22h33


Se Colômbia pedir, Brasil poderá intermediar negociações com as Farc, diz Amorim

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Brasil está disposto a assumir o papel de mediador nas negociações de um acordo humanitário entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Basta, para isso, que a Colômbia peça tal ajuda, garantiu hoje (3) o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

“O Brasil está disposto, desde que o governo colombiano aceite. É um governo democraticamente eleito pelo seu povo, nós não podemos nos impor”, disse Amorim à Agência Brasil, após entrevista exclusiva nos estúdios da TV Brasil.

O chanceler lembrou que em outras ocasiões o governo brasileiro já ofereceu território para as conversações com as Farc. “Quem é o melhor interlocutor? Tem que ser um interlocutor que o governo aceite, pois ele é um governo democraticamente eleito e é o governo que tem também o poder de permitir a negociação”, reiterou.

Amorim elogiou as negociações conduzidas pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao destacar que resultaram na libertação de seis reféns – entre eles os ex-parlamentares colombianos Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán Cuellar. “Nossa expectativa é que isso possa continuar e que a situação humanitária desses reféns seja resolvida”, afirmou.

O chanceler destacou, no entanto, que a prioridade agora é encontrar uma solução para a crise diplomática entre Colômbia e Equador – resultado da ação armada colombiana contra guerrilheiros das Farc em território equatoriano. “Temos um problema de emergência, agora, que é esse conflito. As outras questões terão que ser tratadas a seu tempo”, argumentou Amorim.

Permanecem como reféns das Farc cerca de 40 políticos, policiais, militares e estrangeiros que a guerrilha pretende trocar por cerca de 500 rebeldes presos, entre eles a ex-candidata á presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt. Dados extra-oficias indicam que haveriam outros cerca de 700 seqüestrados.



 


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