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Brasília - O
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
(MCCE), formado por organizações sociais e religiosas,
vai começar a recolher assinaturas para apresentar ao
Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular para que
os registros de candidatos que tenham condenações
criminais ou que respondam a processos não sejam aceitos pela
Justiça Eleitoral.
De acordo
com o juiz eleitoral Márlon Reis, que é presidente da
Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e
Promotores Eleitorais (Abramppe), a medida pode valer já
para as eleições municipais deste ano.
“Vamos
buscar mais de 1 milhão de assinaturas para mostrar que a
sociedade quer que tanto a Justiça Eleitoral quanto o
Congresso Nacional dêem esse movimento decisivo nas eleições
deste ano”, afirma. Segundo ele, existem bases constitucionais e
tempo hábil para a alteração, já que
basta uma mudança jurisprudencial ou o empenho do Congresso em
aprovar rapidamente a nova legislação.
Citando
dados de uma pesquisa realizada pelo movimento Voto Consciente, Reis
disse que, na legislatura passada, um em cada cinco deputados
federais respondia por processos em matérias envolvendo
corrupção ou outros crimes.
Além de colher as assinaturas para a elaboração
do projeto de lei, o Movimento vai procurar o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) para estimular os ministros a acolher a sugestão
e discutir a proposta com o Senado Federal que, segundo Reis, já estuda a
elaboração de um projeto de lei no mesmo sentido.
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