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3 de Março de 2008 - 17h07 - Última modificação em 3 de Março de 2008 - 17h07


Consórcio deverá apresentar estudo sobre trem-bala até o final do ano

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Até o final do ano, o consórcio vencedor da concorrência internacional promovida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deverá apresentar o estudo de viabilidade técnico-econômica para a construção do primeiro trem de alta velocidade (TAV) do país, informou hoje (3) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O trem-bala, como é mais conhecido, ligará as capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O consórcio foi declarado ganhador da licitação em 30 de janeiro, na sede do BID, em Washington, nos Estados Unidos, e participa amanhã (4) da primeira reunião com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do governo fluminense no Rio de Janeiro. O consórcio é liderado pela inglesa Halcrow Group e integrado pelas companhias brasileiras Balman Consultores Associados e Sinergia Estudos e Projetos.

Durante o encontro, será detalhada a elaboração do estudo de viabilidade. O secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, mostrou-se otimista em relação ao TAV. Ele prevê que as audiências públicas poderão ocorrer já em novembro, de modo que a licitação seja realizada no primeiro semestre de 2009.

O projeto do trem-bala é coordenado pelo BNDES, que está investindo US$ 375 mil no estudo de viabilidade, dos quais US$ 75 mil em apoio material. Pelo BID, foram aplicados no projeto US$ 1,5 milhão em recursos não-reembolsáveis, ou seja, que não serão pagos à instituição internacional.

O estudo envolverá diversas variáveis como quantidade de passageiros transportados, número de paradas, relevo, topografia. Segundo o BNDES, o levantamento técnico-econômico também abordará o preço mínimo e a sistemática da licitação para concessão, isto é, se o leilão ocorrerá por meio de envelope fechado ou aberto.

A adesão do banco ao modelo de estudos sobre o TAV ocorreu em 29 de novembro do ano passado, por meio de protocolo de intenções assinado pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e pelos governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e de São Paulo, José Serra.

Na ocasião, Coutinho ressaltou a importância do projeto que, segundo ele, “terá um impacto muito forte sobre as áreas metropolitanas, sobre o território”. Para o presidente do BNDES, os impactos são de ordem econômica, social e ambiental e, por essa razão, exigem estudos cuidadosos.

O trem-bala ligará a Central do Brasil, no Rio de Janeiro, à Estação da Luz, na capital paulista, a uma velocidade comercial de 280 quilômetros por hora. O percurso, de 403 quilômetros, será completado em 1h25. O projeto preliminar do TAV, elaborado pela empresa italiana Italplan, projetava um preço inicial da passagem em torno de US$ 60. A Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro estima que a conclusão do trem-bala brasileiro custará cerca de US$ 11 bilhões.



 


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