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3 de Março de 2008 - 21h16 - Última modificação em 3 de Março de 2008 - 21h16


Para chanceler, novo pedido de desculpas da Colômbia ajudaria a amenizar crise

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A solução para a crise política entre Equador e Colômbia passa, necessariamente, por um novo pedido de desculpas por parte do governo colombiano com relação à ação militar realizada em território vizinho no último final de semana, na avaliação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. “Um pedido de desculpas não qualificado ajudaria, creio eu, a baixar a temperatura da crise”, disse, em entrevista coletiva hoje (3).

Ele informou que as articulações feitas ontem (2) com chanceleres dos países envolvidos e também de outras nações sul-americanas "foram justamente nessa direção".

O governo colombiano pediu perdão ao Equador, mas alegou que a ação militar foi justificada. Diante disso, o Equador recusou as desculpas e decidiu romper relações com a Colômbia.

“Na conversa hoje do presidente Lula com o presidente Correa [Rafael Correa, do Equador], ficou claro o desejo de que não se repitam essas ações no futuro, de garantias internacionais de que isso não ocorrerá”, relatou Amorim. O presidente brasileiro, acrescentou, falou com o colombiano, Álvaro Uribe, que reconheceu a incursão de helicópteros e tropas de seu país em território equatoriano, mas reiterou as justificativas para a ação militar: combate ao terrorismo e presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

“Ele mencionou que era possível pensar-se em garantias, mas também voltou a condicionar estas garantias a certos comportamentos”, contou Amorim.

O governo colombiano acusa o Equador de apoiar as ações das Farc. Hoje, durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o vice-presidente colombiano, Francisco Santos Calderón, denunciou que governos latino-americanos dão refúgio a grupos terroristas e pediu que a ONU exija que seus estados-membros neguem refúgio àqueles que financiam, planejam ou cometem atos terroristas.

“Em nosso continente há governos que cumprem intencionalmente este mandato obrigatório”, afirmou, sem citar o Equador ou qualquer outro país.



 


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