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Brasília - O
ministro da Justiça e Direitos Humanos do Equador, Gustavo
Jalkh, denunciou hoje (4) perante o Conselho de Direitos Humanos da
Organização das Nações Unidas (ONU) um
“bombardeio intencional” em seu território por parte da
Colômbia. As informações são da agência argentina Telam.
“O
território do Equador foi bombardeado e ultrajado
intencionalmente, colocando em risco os direitos humanos dos
equatorianos.”
A crise entre os dois países se deve à uma operação
da Colômbia em solo equatoriano, no último sábado
(1º), em que o porta-voz e número dois no comando das
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc), Raúl Reyes, foi morto. Outros 16 membros da
guerrilha também foram mortos durante a ofensiva
colombiana.
Jalkh
sublinhou que “rechaça de maneira enérgica todo ato
que viole sua soberania e afete sua integridade” e que o Equador
“reitera sua vocação pacífica, seu tradicional
respeito às normas de direito internacional e de direito
internacional humanitário”.
Ele fez
referência ainda ao artigo 3 da Declaração
Universal de Direitos Humanos, que estabelece que todo indivíduo
tem o direito à vida, à liberdade e à segurança.
“Violar
a integridade territorial de um Estado é violentar a vigência
dos direitos humanos de todo um povo e atentar aos princípios
básicos da convivência aceitos pelas nações,
como são a paz e a segurança internacionais.”
O
ministro equatorinao afirmou que, como “vizinho da Colômbia,
é inadmissível, para o Equador, qualquer insinuação
que pretenda relativizar seu proceder em âmbito internacional”.
“O
Equador cumpre com todas e cada uma de suas obrigações
internacionais na luta contra o terrorismo e respalda todos os
esforços internacionais para combatê-lo”.
O
ministro lembrou também a afirmação do
presidente de seu país, Rafael Correa, de que “nada
justifica essa agressão”.
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