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4 de Março de 2008 - 15h12 - Última modificação em 4 de Março de 2008 - 15h41


Equador denuncia à ONU “bombardeio intencional” da Colômbia

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Justiça e Direitos Humanos do Equador, Gustavo Jalkh, denunciou hoje (4) perante o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) um “bombardeio intencional” em seu território por parte da Colômbia. As informações são da agência argentina Telam.


“O território do Equador foi bombardeado e ultrajado intencionalmente, colocando em risco os direitos humanos dos equatorianos.”

A crise entre os dois países se deve à uma operação da Colômbia em solo equatoriano, no último sábado (1º), em que o porta-voz e número dois no comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, foi morto. Outros 16 membros da guerrilha também foram mortos durante a ofensiva colombiana.

Jalkh sublinhou que “rechaça de maneira enérgica todo ato que viole sua soberania e afete sua integridade” e que o Equador “reitera sua vocação pacífica, seu tradicional respeito às normas de direito internacional e de direito internacional humanitário”.

Ele fez referência ainda ao artigo 3 da Declaração Universal de Direitos Humanos, que estabelece que todo indivíduo tem o direito à vida, à liberdade e à segurança.

“Violar a integridade territorial de um Estado é violentar a vigência dos direitos humanos de todo um povo e atentar aos princípios básicos da convivência aceitos pelas nações, como são a paz e a segurança internacionais.”

O ministro equatorinao afirmou que, como “vizinho da Colômbia, é inadmissível, para o Equador, qualquer insinuação que pretenda relativizar seu proceder em âmbito internacional”.

“O Equador cumpre com todas e cada uma de suas obrigações internacionais na luta contra o terrorismo e respalda todos os esforços internacionais para combatê-lo”.

O ministro lembrou também a afirmação do presidente de seu país, Rafael Correa, de que “nada justifica essa agressão”.

 


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