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Brasília - A
aprovação e implementação da Lei Maria da
Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica
e familiar contra a mulher, foi um dos principais avanços do
1º Plano Nacional de Políticas Públicas para as
Mulheres, lançado em 2004, na avaliação de
entidades feministas.
A coordenadora-executiva da Rede de Direitos
Humanos (Redeh), Shuma
Shumacher, que integra do Conselho Nacional
dos Direitos da Mulher, considera a lei, em vigor desde setembro de 2006, o maior avanço do primeiro plano. “A Lei Maria da Penha é um mecanismo
jurídico legal, inovador, abrangente, não só de
prevenção como de punição à
violência que as mulheres sofrem principalmente no âmbito
doméstico”, avalia.
Para
a diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea),
Guacira César de Oliveira, a lei
muda radicalmente a forma como era vista a violência contra as
mulheres no país. “Deixou de ser um crime com menor poder
ofensivo, algo que se podia sanar com uma cesta básica, para
ser um crime tal e qual outros que existem, punidos na forma da
legislação penal”, diz. Segundo ela, essa é
a lei mais popular dos últimos anos no Brasil.
A
diretora executiva da organização não-governamental
(ONG) Ações em Gênero, Cidadania e
Desenvolvimento (Agende), Marlene Libardoni, ressaltou que a Lei
Maria da Penha foi elaborada com a participação da
sociedade, do Legislativo e do Executivo. “Ela revoluciona a vida
das mulheres porque passa a ter no centro a proteção da
mulher vitimada, pune mais o agressor e determina um conjunto de
políticas públicas para as mulheres em situação
de violência.”
Mas,
na avaliação de Marlene Libardoni, as mulheres ainda precisam conhecer
melhor os pontos da lei. "Elas sabem que
existe, hoje a lei é conhecida por todo mundo. Mas a gente
precisa saber como usar cada um dos 45 artigos daquela lei, que
trazem uma série de instrumentos para mudar essa situação
e estimular as mulheres para que não tenham mais medo de fazer
a denúncia”, salienta.
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