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Brasília - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou hoje (4) que o Brasil tenha enviado armamentos para a Venezuela este ano.
"Houve, sim, autorizações do Ministério da Defesa para a remessa, no
período de 2008, de materiais feitos de borracha, como balas, que são usados
para a segurança pública".
Jobim saiu há pouco do gabinete do presidente do Senado, Garibaldi
Alves Filho (PMDB-RN), onde participou de uma reunião com senadores.
Nesta tarde, o líder do PSDB
na Casa, Arthur Virgílio Neto (AM), disse ter recebido informações da entidade internacional World
Check de que seriam feitas remessas secretas de 34,5 toneladas de armamentos
brasileiros para a Venezuela.
Questinado se a World Check tem credibilidade por parte do governo brasileiro, o ministro disse não conhecer a entidade.
"O que eu vim fazer [no Senado] não era responder à World Check. Eu vim
dar informação ao senador Arthur Virgílio e ao Senado, entendendo a
necessidade de que o ministro não aguardasse um convite formal do Senado, mas viesse imediatamente para resolver o problema".
O ministro informou que o subcomando da Aeronáutica fez um levantamento, "urgente na data de hoje", em relação aos vôos para a Venezuela. Segundo ele, a notícia veiculada por Virgílio não tem qualquer procedência.
De acordo com Jobim, ao final do ano passado, o Ministério das
Relações Exteriores autorizou a remessa para a Venezuela de munições
para pistolas. Mas o transporte desse material ainda não foi feito.
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