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4 de Março de 2008 - 12h40 - Última modificação em 4 de Março de 2008 - 15h01


Presidente do Peru defende união na América Latina para diminuir tensão

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Peru, Alan García, defendeu a união de países latino-americanos para ajudar a diminuir a tensão entre Colômbia e Equador. Segundo ele, também é necessário que se definam, de forma urgente, canais de cooperação entre governos na luta contra grupos que vivem às margens da lei. As informações são da agência argentina Telam.

Ontem (3), o governo do Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia. A crise entre os dois países se deve à uma operação da Colômbia em solo equatoriano, no último sábado (1º), em que o porta-voz e número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), Raúl Reyes, foi morto.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, convocou uma sessão extraordinária para discutir hoje (3) à tarde a crise entre Colômbia e Equador. Para o presidente peruano, também será preciso estabelecer mecanismos de colaboração entre os países membros diante do terrorismo e do narcotráfico.

Na avaliação de García, é inaceitável que a Colômbia tenha entrado no território equatoriano para atacar guerrilheiros membros das Farc, mas também são “preocupantes” as denúncias do presidente colombiano, Álvaro Uribe, sobre vínculos entre o presidente do Equador, Rafael Correa, e a guerrilha.

Outro ponto defendido por Alan Garcia é que na reunião da OEA deve ficar “claríssimo” o compromisso de cada país de não intervir na política interna do outro e de não emprestar seu território para um possível ataque a um país vizinho.

O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, manifestou a esperança de que a “delicada situação possa ser resolvida sem colocar em risco a paz e a estabilidade na região”.

Duarte Frutos também assegurou que “o Paraguai reivindica a soberania das nações, a autodeterminação dos povos e condena toda agressão externa, toda a usurpação, todo o atropelo à soberania territorial”.

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou que “se escutam, com força, na América do Sul, as trombetas da guerra”, ao fazer alusão à crise entre ambas as nações em um editorial publicado ontem.

O governo espanhol também pediu calma entre Colômbia, Equador e Venezuela e destacou que observa “com preocupação” a situação entre os três países.

“A Espanha pede às partes para que resolvam suas diferenças utilizando os canais diplomáticos, por meio do diálogo, da cooperação entre vizinhos e da boa fé”, defendeu o Ministério de Relações Exteriores espanhol, em comunicado divulgado ontem.




 


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