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4 de Março de 2008 - 19h52 - Última modificação em 4 de Março de 2008 - 19h52


CPI das ONGs vai investigar repasse de recursos de editora da UnB

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Senado, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, se defendeu das acusações sobre os gastos superiores aos de mercado na reforma do apartamento funcional que ocupava Brasília - Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Senado, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, se defendeu das acusações sobre os gastos superiores aos de mercado na reforma do apartamento funcional que ocupava
Brasília - O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) garantiu hoje (4) que as denúncias apresentadas com relação à Editora da Universidade de Brasília (Editora UnB) serão investigadas e que o diretor da instituição, Alexandre Lima, será chamado a prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs. Ainda não há data para a convocação.

Durante depoimento do reitor da UnB, Thimothy Mulholland, à CPI, Dias afirmou que a editora teria repassado R$ 13 milhões, em 2007, à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área da Saúde (Funsaúde), também ligada à universidade, para um projeto de saúde indígena no Mato Grosso, o que configuraria desvio de finalidade.

De acordo com o reitor, a instituição realizou um projeto social.  “A editora foi contratada pela Funasa para fazer este trabalho e desenvolveu com médicos da própria instituição. A editora, então, atuou de forma administrativa para um projeto de cunho social, de interesse do Ministério da Saúde, que é o caso da saúde indígena”, justificou Mulholland.

"Com certeza o recurso de contrato e convênio é gasto, em grande parte, na sua execução. Se a editora atuou na esfera de saúde indígena, então este recurso foi gasto com saúde indígena, e não com as publicações”, reconheceu o reitor.

O senador Álvaro Dias afirmou ainda que o total de recursos gastos pela editora, em 2007, foi de R$ 50 milhões, em um período em que somente 50 livros foram editados.

Segundo o parlamentar, desde o início da gestão de Alexandre Lima, os recursos da editora cresceram mais de 100%. Entretanto, não houve expansão do número de publicações. Ao mesmo tempo, de acordo com o senador, o patrimônio pessoal do diretor teria aumentado em sete vezes. O reitor da UnB disse desconhecer estes fatos.

Ainda de acordo com o senador, Alexandre Lima responde, na Justiça, a um processo por improbidade administrativa. O reitor da UnB disse conhecer o processo, mas ponderou que conhece Lima desde 1980 e que ele é de sua confiança.


 


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