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4 de Março de 2008 - 16h13 - Última modificação em 4 de Março de 2008 - 16h13


Equador exige retratação da Colômbia sobre acusação de vínculo com Farc

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Equador, Rafael Correa, exigiu hoje (4) que o colombiano Álvaro Uribe “desmonte” as acusações de vínculos do governo equatoriano com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Disse que são uma “infâmia inadmissível”, segundo a agência argentina Telam.

Correa chegou hoje a Lima, capital do Peru, para dar início a uma série de visitas-relâmpago a cinco países da América Latina, inclusive o Brasil, onde deve chegar hoje à noite. Ele disse que espera da Colômbia explicações e um pedido de desculpas por causa do ingresso de tropas colombianas em território equatoriano no último sábado, onde foram assassinados integrantes das Farc.

O presidente do Equador disse que é necessário "desmontar categoricamente toda essa fabricação que montaram sobre vinculações do governo equatoriano e do presidente Correa com as Farc". "Eles [governo colombiano] sabem que é mentira”, afirmou Correa.

Sobre os alegados contatos entre o governo do Equador e as Farc, a agência Telam informa que o governo da Colômbia alegou ontem à noite não haver um fim humanitário, de libertar reféns, mas um propósito de “tráfico de seqüestrados”.

O novo pronunciamento do governo de Álvaro Uribe foi feito após Rafael Correa alegar que a operação militar do último sábado frustrou a libertação de doze pessoas em poder da guerrilha. Um deles seria a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada desde fevereiro de 2002.

O ministro equatoriano de Segurança, Gustavo Larrea, assegurou que a lista incluía ainda três norte-americanos, quatro militares colombianos, três policiais da mesma nacionalidade e um cidadão equatoriano.


 


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