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Brasília - O
presidente do Equador, Rafael Correa, exigiu hoje (4) que o colombiano Álvaro Uribe “desmonte” as
acusações de vínculos do governo
equatoriano com as Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc). Disse que são uma “infâmia inadmissível”, segundo a agência argentina Telam.
Correa
chegou hoje a Lima, capital do Peru, para dar início a
uma série de visitas-relâmpago a cinco países
da América Latina, inclusive o Brasil, onde deve chegar hoje à noite. Ele disse que espera da Colômbia
explicações e um pedido de desculpas por causa do
ingresso de tropas colombianas em território equatoriano no
último sábado, onde foram assassinados integrantes das Farc.
O presidente do Equador disse que é necessário "desmontar categoricamente toda essa
fabricação que montaram sobre vinculações
do governo equatoriano e do presidente Correa com as Farc". "Eles [governo colombiano] sabem que é mentira”, afirmou Correa.
Sobre os alegados contatos entre o governo do Equador e as Farc, a agência Telam informa que o governo
da Colômbia alegou ontem à noite não haver um fim humanitário, de libertar reféns,
mas um propósito de “tráfico de seqüestrados”.
O novo
pronunciamento do governo de Álvaro Uribe foi feito após
Rafael Correa alegar que a operação
militar do último sábado frustrou a libertação
de doze pessoas em poder da guerrilha. Um deles seria a
ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada desde
fevereiro de 2002.
O
ministro equatoriano de Segurança, Gustavo Larrea, assegurou
que a lista incluía ainda três norte-americanos, quatro
militares colombianos, três policiais da mesma nacionalidade e
um cidadão equatoriano.
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