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Brasília - A base aliada do
governo no Congresso resolveu manter o desenho atual da CPI mista
sobre o uso de cartões corporativos. Em reunião hoje no
Palácio do Planalto, os governistas decidiram aceitar o acordo
feito na semana passada, pelo qual o PSDB fica com a presidência
da comissão e o PT com a relatoria.
Segundo o líder
do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), a bancado
do partido resolveu aceitar a composição.
“O PT, não
tendo conseguido convencer as demais lideranças desse ponto de
vista [o PT na presidência da comissão], não teve
uma posição de intransigência; quer investigar,
quer que essa CPI seja instalada o quanto antes”.
Na semana passada, o
PMDB, que já tinha um nome indicado para presidir a comissão,
abriu mão em favor do PSDB, que reivindicava um posto de
comando na CPI.
Por não ter sido
indicado inicialmente para nenhum dos principais postos da CPI, o
PSDB entrou com um pedido de CPI apenas no Senado, como forma de
pressionar a base aliada do governo a ceder um dos cargos.
Depois de várias
discussões e de tentativas de acordo, o PMDB resolveu abrir
mão da presidência da comissão em favor do PSDB,
que nomeou a senador Marisa Serrano (MS).
A partir da indicação
da senadora, o PT resolveu brigar pela presidência da CPI e
passar a relatoria para o PSDB. Com o acordo de hoje, termina o impasse
entre os dois partidos.
O presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho, deu prazo até hoje (4) para que os
partidos indiquem os membros da comissão, que é formada
por 12 titulares e 12 suplentes, proporcionalmente a cada bancada no
Congresso.
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