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4 de Março de 2008 - 11h33 - Última modificação em 4 de Março de 2008 - 11h46


Base aliada concorda em ficar com relatoria da CPI dos cartões

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A base aliada do governo no Congresso resolveu manter o desenho atual da CPI mista sobre o uso de cartões corporativos. Em reunião hoje no Palácio do Planalto, os governistas decidiram aceitar o acordo feito na semana passada, pelo qual o PSDB fica com a presidência da comissão e o PT com a relatoria.

Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), a bancado do partido resolveu aceitar a composição.

“O PT, não tendo conseguido convencer as demais lideranças desse ponto de vista [o PT na presidência da comissão], não teve uma posição de intransigência; quer investigar, quer que essa CPI seja instalada o quanto antes”.

Na semana passada, o PMDB, que já tinha um nome indicado para presidir a comissão, abriu mão em favor do PSDB, que reivindicava um posto de comando na CPI.

Por não ter sido indicado inicialmente para nenhum dos principais postos da CPI, o PSDB entrou com um pedido de CPI apenas no Senado, como forma de pressionar a base aliada do governo a ceder um dos cargos.

Depois de várias discussões e de tentativas de acordo, o PMDB resolveu abrir mão da presidência da comissão em favor do PSDB, que nomeou a senador Marisa Serrano (MS).

A partir da indicação da senadora, o PT resolveu brigar pela presidência da CPI e passar a relatoria para o PSDB. Com o acordo de hoje, termina o impasse entre os dois partidos.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, deu prazo até hoje (4) para que os partidos indiquem os membros da comissão, que é formada por 12 titulares e 12 suplentes, proporcionalmente a cada bancada no Congresso.



 


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