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4 de Março de 2008 - 17h10 - Última modificação em 4 de Março de 2008 - 19h54


Investimento em apartamento foi decisão de conselho diretor da UnB, afirma reitor

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Senado, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, se defendeu das acusações sobre os gastos superiores aos de mercado na reforma do apartamento funcional que ocupava
Brasília - Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Senado, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, se defendeu das acusações sobre os gastos superiores aos de mercado na reforma do apartamento funcional que ocupava
Brasília - Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Senado, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, se defendeu das acusações sobre os gastos superiores aos de mercado na reforma do apartamento funcional que ocupava.

A reforma foi feita com recursos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e, segundo o reitor, foi aprovada pelo conselho diretor da própria universidade. De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a fundação teria destinado R$ 470 mil à decoração do apartamento.

“Em março de 2006, o conselho [Conselho de Administração da UnB] decidiu que reitores devem dispor de residência oficial. Foi escolhido um apartamento e, então, foram tomadas as providências para mobiliá-lo”, disse Mulholland que afirmou que a universidade possui 1,6 mil imóveis.

Segundo o reitor, o mobiliário foi comprado pela Finatec na modalidade de Desenvolvimento Institucional – o que, segundo ele, não configura desvio de recursos.

Mulholland também disse que os gastos “não se deram em prejuízo à pesquisa”, apontando que, no ano passado, a Finatec destinou R$ 13,9 milhões à assistência estudantil, cerca de R$ 6 milhões foram destinados à pesquisa, mais de R$ 5 milhões para gastos em reformas e outros R$ 73 milhões para 15 obras que estão em andamento.

“Lamento o abalo à imagem da UnB gerado por este episódio. Temos convicção que este incidente em nada diminui o relevo de importância da universidade para com a sociedade”, declarou.

Ao ser questionado pelo relator da CPI, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), de apropriação indevida de um bem público, o reitor justificou que o imóvel pertence à universidade.

“Posso providenciar cópia da escritura [que está no nome da UnB] para esta CPI. O investimento foi no imóvel, os bens que foram colocados nele foram tombados pela universidade. Inclusive, desocupei o imóvel por causa desta discussão sobre o que é público e o que é privado”, justificou.


A matéria foi alterada para inclusão do nome do conselho
 


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