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Brasília - Mulheres da Via Campesina foram agredidas hoje (4)
pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, afirma o coordenador
estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),
Miguel Stedile. O MST é um dos movimentos que compõem a
organização.
Segundo ele, camponesas que ocupam a Fazenda
Tarumã, em Rosário do Sul (RS), receberam socos e
pontapés. A Brigada Militar contesta a acusação.
As mulheres ocupam a fazenda desde a madrugada.
Afirmam que a área foi comprada ilegalmente por uma empresa
multinacional por meio de uma empresa laranja, desrespeitando a
Constituição Federal, que proíbe estrangeiros de
comprar áreas na faixa de fronteiras.
“ O efetivo da brigada já chegou
realizando as agressões se aproveitando de um grupo menor que
estava na porteira, mas afastado do grupo de 900 mulheres e 250
crianças que estão na ocupação”, comenta
Stedile. Ele diz que o grupo não vai denunciar a agressão.
“Infelizmente, os órgãos públicos e parte do
Legislativo são surdos nessas denúncias”, justifica.
Segundo o coronel Lauro Binsfeld, os policiais
apenas chegaram ao local para retirar foices e facões que as
mulheres portavam.
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