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5 de Março de 2008 - 14h57 - Última modificação em 5 de Março de 2008 - 14h57


Para pesquisador do IBGE, crescimento da indústria em janeiro não é tendência

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Apesar de a indústria ter registrado crescimento de 1,8% em janeiro e expansão de 6,3% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda não existe indicação de que o ciclo de crescimento permanecerá no decorrer do ano. A avaliação é do coordenador de Indústria do IBGE, Silvio Sales.

Para o pesquisador, o crescimento em janeiro não aponta para uma tendência, apesar ainda de o país registrar indicadores positivos como emprego e renda em expansão – divulgados em outras pesquisas.

“O conjunto de indicadores não sugere que a produção industrial vai entrar em uma fase de decréscimo, mas isso não significa que o crescimento não possa desacelerar”, declarou.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (5) pelo instituto, a indústria nacional voltou a crescer após dois meses de resultados negativos. O documento mostra que o crescimento foi impulsionado por 19 dos 27 ramos pesquisados.

Em destaque, os setores de veículos automotivos com expansão de 9%, de produtos químicos (5,7%) e alimentos (3,9%). Os impactos negativos vieram dos setores de equipamentos eletrônicos e de comunicação (-11,3%), e informática (-8%).

Entre as quatro categorias de bens industriais pesquisadas pelo IBGE, três registraram expansão em janeiro. A produção de bens de consumo duráveis subiu 5,4%, contra aumento de 1,3% nos bens intermediários e de 1,2% nos bens de consumo semiduráveis e não-duráveis. Já a categoria de bens de capital (máquinas e equipamentos para as indústrias) permaneceu estável pelo segundo mês.

Na comparação com janeiro de 2007, a atividade industrial avançou 8,5%, o nono resultado positivo consecutivo. Nesse período, 21 das 27 atividades pesquisadas expandiram, com destaque para o ramo de veículos automotores (23,8%).



 


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