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Brasília - A instalação
da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos
Cartões Corporativos só deve ocorrer na próxima
terça-feira (11). A previsão, do presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), era ler os nomes dos integrantes da
comissão hoje (5) durante a sessão do Congresso
Nacional que votaria a proposta do Orçamento para 2008 e
marcar a reunião de instalação para amanhã
(6). Por falta de acordo, a sessão para votação
do orçamento foi adiada para amanhã (6).
Em entrevista, a
presidente indicada da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse
que caberá ao plenário da
comissão definir os limites e a forma como serão
tratados os documentos considerados sigilosos ou de segurança
nacional, que porventura sejam solicitados ao governo. Entre a
documentação estão gastos da Presidência
da República.
Para a senadora, não
faz sentido o presidente e o relator da comissão (deputado
Luiz Sérgio), estabelecerem um roteiro de trabalho para casos
como estes.
"O sigilo é
algo que certamente será discutido pelo plenário [da
CPMI]. Não dá para discutir o que é sigilo e
segurança nacional. Mesmo porque, qualquer decisão
tomada servirá como precedente para outras investigações
que porventura acontecerem", disse.
A senadora disse que na
qualidade de presidente da comissão de inquérito está
comprometida em cumprir o que determina a lei, no que diz respeito a
esse material.
"Documento
sigiloso terá que ser tratado como sigiloso, temos uma lei que
trata disso e nosso regimento interno diz que o parlamentar que vazar
informações deste teor, requeridas por uma CPI, está
sujeito a processo de cassação de mandato por quebra de
decoro".
A presidente indicada
da CPMI disse que pretende avaliar com os deputados e senadores a
metodologia de acesso dos parlamentares ao teor dos documentos
eventualmente obtidos, considerados sigilosos ou de segurança
nacional. Entre os requerimentos que considera como certos de serem
investigados pela CPMI, Marisa Serrano cita os saques realizados na
boca do caixa com cartões corporativos e as contas tipo B,
também utilizadas para pequenas despesas.
A senadora informou que
pretende, na primeira reunião, se concentrar na definição
de um roteiro de trabalho e na apresentação dos
primeiros requerimentos.
Ela defende que os
trabalhos devem começar pelo fato determinado para a qual foi
criada, que seriam as convocações do presidente do
Tribunal de Contas da União (TCU), Walton Alencar Rodrigues, e
o ministro da Corregedoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage.
Para Marisa Serrano não
dá para começar as investigações pelo
início da criação dos cartões corporativos, em 1998,
uma vez que não existe qualquer denúncia que justifique
essas diligências.
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