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Brasília - O
ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse
que espera, ainda hoje (5), uma decisão da Organização
dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise diplomática entre o
Equador e a Colômbia. A credibilidade da OEA depende da rapidez
de uma resposta para a crise, afirmou o ministro, depois de
participar de reunião de cerca de uma hora com os presidentes
Luiz Inácio Lula da Silva e Rafael Correa, do Equador.
Ele
disse que falou com o secretário-geral da OEA, José
Miguel Insulza, instando
para “que se encontre uma solução rápida para
preservar a credibilidade da organização.
Agora
à tarde, o Conselho Permanente da OEA prossegue com reunião
iniciado ontem (4), para discutior a crise na região. O Brasil
propôs a criação de uma comissão de
investigação para tratar do caso. Amorim ressaltou que
a OEA é a melhor instância para esse tipo de apuração,
mas não descartou a possibilidades de a investigação
ser feita fora da organização, caso esta não
aceite a sugestão brasileira.
Segundo o chanceler
brasileiro, o encontro dos dois presidentes foi amistoso: Lula
manifestou solidariedade a Correa, cujo país foi invadido na
semana passada por forças militares da Colômbia.
Lula
também reiterou a disposição brasileira de ser
um facilitador no processo de paz. “Nosso objetivo não é
ser mediador, é obter a paz”, disse Amorim. “O Brasil se
sente ameaçado indiretamente por um conflito na região”,
afirmou o ministro.
De
acordo com o Amorim, o presidente Lula, assim como aceitou
prontamente a reunião com Rafael Correa, se disse disposto a
recebe o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, quando
este quisesse. Embora Uribe tenha manifestado interesse em se
encontrar com Lula, ainda não definiu uma data.
A
crise entre o Equador e a Colômbia teve início sábado
(1º), quando, em uma operação militar, o Exército
colombiano invadiu território equatoriano e matou integrantes
das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc). Um dos mortos foi o porta-voz e número 2 das Farc,
Raúl Reyes.
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